ARTE & CRÍTICA

Mário Pedrosa e a criação de uma rede afetiva de trabalho

Este artigo tem por intuito mostrar a importância do trabalho realizado por Mário Pedrosa, na direção do Comitê Internacional de Solidariedade Artística com Chile (CISAC), organismo responsável por organizar, mobilizar e receber as doações de obras efetuadas pelos artistas estrangeiros para a criação do Museu da Solidariedade. Fundado em 1971, o CISAC era constituído por intelectuais da América Latina, Europa e Estados Unidos. Todos eles assumiram a tarefa de divulgar, amplamente, esse compromisso cultural, incentivando os artistas de seus respectivos países a ofertarem obras para o Museu da Solidariedade. Nesse processo, devido a seu extenso currículo e carisma entre a classe artística e crítica, Mário Pedrosa foi figura-chave ao conquistar apoiadores para o projeto museológico e, com isso, pôde divulgar as transformações sociais realizadas pelo governo de Salvador Allende, no Chile, obstruindo o bloqueio midiático imposto pela extrema direita no país.

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