ARTE & CRÍTICA

A escultura de Francisco Zúñiga: legado para uma memória ingrata

Resumo: Este artigo traz o mérito da obra do artista/escultor Francisco Zúñiga, que produziu principalmente no México. E observa a ênfase excessiva no contexto local que continua a mitificar sua vida e obra. Zúñiga trabalhou como escultor no México de 1936 até perder a visão em 1990, devido a problemas de saúde decorrentes de sua prática artística que afetaram seu nervo óptico. Apesar dessa limitação, ele continuou trabalhando em seu estúdio pessoal, modelando em terracota. Teve uma vida extremamente produtiva, criando um grande número de esculturas em mármore, ônix, pedra, madeira e bronze. Antes de sua morte, em 1998, ele havia concluído 1.100 esculturas entre 1923 e 1993, enquanto sua produção pictórica consistia em 500 pinturas e 25.000 gravuras.

Palavras-chave: Francisco Zúñiga, artista, escultor, vida produtiva, México.

Abstract: This article highlights the merits of the work of the artist/sculptor Francisco Zúñiga, who produced primarily in Mexico. It also notes the excessive emphasis on local context that continues to mythologize his life and work. Zúñiga worked as a sculptor in Mexico from 1936 until he lost his sight in 1990 due to health problems resulting from his artistic practice, which affected his optic nerve. Despite this limitation, he continued working in his private studio, modeling in terracotta. He had an extremely productive life, creating a large number of sculptures in marble, onyx, stone, wood, and bronze. Before his death in 1998, he had completed 1,100 sculptures between 1923 and 1993, while his pictorial output consisted of 500 paintings and 25,000 engravings.

Keywords: Francisco Zúñiga, artist, sculptor, productive life, Mexico.

BIO

Juan Carlos Flores Zúñiga
Com mestrado em Comunicação e Linguagem (M.A.) e bacharelado em Comunicação, é coach de liderança certificado (CPLC, ACC), fundador e presidente do Círculo Costarriquenho de Críticos de Arte de 1986 a 2021, crítico de arte filiado à AICA Internacional desde 2018, fundador e presidente da seção costarriquenha da AICA, membro do Conselho da AICA Internacional, professor universitário, cineasta documentarista, blogueiro e autor.
Publicou seis obras sobre crítica e artes visuais e mais de seiscentos artigos sobre produção artística latino-americana e internacional ao longo dos últimos quarenta anos. Também dirige a revista eletrônica Ars Kriterion e coordena um canal de crítica de artes visuais no Vimeo e outro no YouTube. Além disso, é editor da AICA Próxima, publicação trimestral do Escritório Regional da AICA para a América Latina e o Caribe. Foi agraciado com o Prêmio AICA de Melhor Trabalho Crítico em 2022. Vive em San José, Costa Rica, com sua esposa Orietta Oreamuno e tem três filhos.
Site: https://arskriterion.blogspot.com

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