Maria Amélia Bulhões
ABCA/Rio Grande do Sul
Resumo: Análise da exposição “Naturezas Desviantes” de Giselle Beiguelman, apresentada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, a partir de sua postura contracolonial, ao colocar em pauta o preconceito e o poder de dominação e ocultamento na área das ciências botânicas, dentro do projeto colonial europeu. Destaque ao uso de IA no complexo trabalho de pesquisa envolvido na produção das obras e sua posição crítica no manejo dessas tecnologias.
Palavras-chave: Inteligência artificial; contracolonial; Giselle Beiguelman; MARGS; Naturezas Desviantes.
Abstract: Analysis of the exhibition “Deviant Natures” by Giselle Beiguelman, presented at the Rio Grande do Sul Art Museum–MARGS, from its contracolonial perspective, addressing prejudice and the power of domination and concealment in the field of botanical sciences within the European colonial project. Emphasis is placed on the use of AI in the complex research work involved in the production of the works and her critical stance in the handling of these technologies.
Keywords: Artificial intelligence; contracolonial; Giselle Beiguelman; MARGS; Deviant Natures.
BIO
Maria Amélia Bulhões
Doutora pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado nas Universidades de Paris I, Sorbonne e Universidade Politécnica de Valencia. Atua como professora e orientadora do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da UFRGS, como pesquisadora e como crítica de arte. O foco de seu trabalho é o sistema da arte contemporânea, com ênfase nas relações desta produção com a internet. Organizou diversos livros e colabora regularmente com artigos em periódicos nacionais e internacionais. Seus últimos livros foram: Desafios: arte e internet no Brasil (2022). Arte Contemporânea no Brasil (2019), As novas regras do jogo: o sistema da arte no Brasil (2014) e Web arte e Poéticas do território (2011). Sua produção reflexiva pode ser acessada no site http://www.ufrgs.br/artereflexoes/site/