ARTE & CRÍTICA

Arte e decolonização algorítmica

Resumo: Este artigo pretende analisar a criptoarte como possibilidade de resistência à colonização algorítmica, nova forma de dominação baseada na captura, datificação e plataformização de dados. Autores como Fanon, Kester, Couldry e Mejias discutem as formas de opressão dentro do chamado pós-colonialismo e fornecem as bases para se pensar a representatividade algorítmica. Criptoartistas nacionais e internacionais subvertem ferramentas tecnológicas, ocupam espaços digitais com narrativas marginalizadas e enfrentam o apagamento de vozes dissidentes, reivindicando autonomia e representatividade no cenário digital contemporâneo.

Palavras-chave: Criptoarte; decolonização algorítmica; resistência digital.

Abstract: This article aims to analyze cryptoart as a potential form of resistance to algorithmic colonization, a new form of domination based on the capture, datafication, ando platformization of data. Authors such as Fanon, Kester, Couldry, and Mejias discuss forms of oppression within the framework of so-called postcolonialism and provide the basis for thinking about algorithmic representativity. National and international crypto artists subvert technological tools, occupy digital spaces with marginalized narratives, and confront the erasure of dissenting voices, claiming autonomy and representativity in the contemporary digital landscape.

Keywords: Cryptoart; algorithmic decolonization; digital resistance.

BIO

Lilian Cristina Monteiro França

Doutora em Comunicação e Semiótica – PUCSP. Atividades de Pós-Doutoramento: História da Arte – IFCH/UNICAMP; Comunicação e Informação – UFRS e Media Arts – UBI, Covilhã, Portugal. Professora Titular da Universidade Federal de Sergipe – UFS (aposentada). Pesquisadora do Instituto de Matemática, Arte e Tecnologia – São Paulo. Editora de Arte e Tecnologia da Revista da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Autora de História do Cinema em Dispositivos Móveis – do celular ao smartphone, semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2024, e Arte Ultra Contemporânea: conceitos, artistas, mercados e tecnologias NFT (Amazilia Coral), entre outros.

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