No mês da visibilidade trans, artista travesti negra Gi Monteiro realiza sua primeira exposição individual sobre o escuro como exercício de liberdade para corpos dissidentes.
No dia 13 de janeiro, das 18h às 21h, na Cave, inaugura “Céu da boca da noite”, primeira exposição individual da artista Gi Monteiro, travesti negra, nordestina e periférica que inscreve no tempo um fazer em arte como ferramenta política, para relembrar a relação que corpos dissidentes construíram com o mistério. Para isso, a exposição reúne um conjunto de pinturas, desenhos, tecidos, esculturas, fotografias e instalações que apresentam a pesquisa da artista sobre o escuro como possibilidade poética de liberdade.
“A artista promove uma recusa às demandas do sistema neoliberal das artes, que constantemente exige de artistas minoritários a busca por visibilidade e representatividade. Em vez do visível, a artista reivindica o seu direito ao invisível, ao escuro e ao mistério. Em vez da representação, a artista reivindica o seu direito ao irrepresentável, ao incontrolável e ao opaco. Desse modo, a artista transforma o abstracionismo em uma máquina política de desobediência poética aos imperativos coloniais que cobram de artistas minoritários uma produção pautada na figuração e nas narrativas de violência”, afirma Lucas Dilacerda, membro da ABCA e que assina a curadoria da exposição.
Serviço:
Abertura: Terça, 13 de janeiro de 2026, 18h às 21h
Endereço: Rua Pereira Valente, 757 – Casa 03 – CEP: 60160-250
(Travessa Ana Benevides)
Entre as Ruas Leonardo Mota e Vicente Leite.
Período em cartaz:
13 de janeiro de 2026 a 28 de fevereiro de 2026
Horário de funcionamento:
Terça a sexta – 13h às 19h
Sábado – 10h às 14h