ARTE & CRÍTICA

Reminiscências e desaprendizado, com João Evangelista

Resumo: No caminho pela Asa Sul, em Brasília, descobre-se que há pinturas no espaço público. Não são grafites, e tampouco são painéis de propaganda ou decoração de fachada. O olhar enquadra essas pinturas utilizando um repertório de referências que, transportadas da história da arte, confirma o parentesco inusitado. Por que são diferentes? Por que transportar uma técnica, a pintura com pincel e tinta, para uma parede aparentemente abandonada de um edifício comercial ou um equipamento urbano sem uso que, possivelmente, esqueceram de recuperar ou remover?
Este artigo busca refletir sobre esses questionamentos.

Palavras-chave: João Evangelista; grafites; Asa Sul; Arte em Brasília.

Abstract: Walking through Asa Sul, Brasília, one discovers paintings in public spaces. They are not graffiti, nor billboards, nor facade decorations. The gaze frames these paintings with a repertoire of references that, drawn from art history, confirm
their unusual kinship. Why are they different? Why transfer a technique—painting with brush and paint—to a seemingly abandoned wall of a commercial building or to disused urban equipment that may have been forgotten to restore or remove? This article seeks to reflect on these questions.

Keywords: João Evangelista; graffiti; Asa Sul; Art in Brasília.

BIO

Elisa de Souza Martinez

Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA e da Associação Internacional de Críticos de Arte – AICA. Pesquisadora Colaboradora Sênior do Programa de Pós-Graduação em Estudos Comparados sobre as Américas (PPGECsA/ELA/ICS) da Universidade de Brasília. Editora da Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Em 2019, coordenou a “Jornada ABCA Síntese das Artes: memória e atualidade”, em comemoração aos sessenta anos de realização do Congresso Internacional Extraordinário da AICA no Brasil (1959).

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