Ana Carolina Ralston, Hugo Fortes e Sandra Rey
Especial para a Revista Arte&Crítica
“Somos húmus, não Homo”,
Donna Haraway
(Staying with the Trouble: Making Kin in the Chthulucene)
Relembrar que somos compostos, interdependentes de outras formas de vida e estamos em constante regeneração e sinergia com a terra representa um modo distinto de ser e viver no mundo. Tornar-se húmus, como propõe a bióloga e filósofa Donna Haraway, é tomar consciência que nossa constituição é feita por relações – com bactérias, fungos, animais e plantas. E que viveremos e, inevitavelmente, morreremos juntos, emaranhados. É essa matéria orgânica, produzida pela transformação físico-química natural de origem animal ou vegetal que permite que os solos se tornem férteis, que deu nome à exposição coletiva que ocupou o Espaço das Artes ECA – USP de 25 de abril a 16 de maio de 2025. A exposição “Humus” fez parte da programação do IV Seminário Internacional Arte e Natureza.