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Síntese das artes: memória e atualidade

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COMISSÃO

O Congresso Internacional Extraordinário de Críticos de Arte de 1959 representa ainda hoje um dos maiores esforços da área de crítica de arte na cena nacional. Sua operacionalização reuniu intelectuais de diversos países em uma iniciativa que buscava debater o alcance do projeto de Brasília em implantação. Na abertura do evento Mario Pedrosa, vice presidente da AICA, destaca para os congressistas a oportunidade de reunir “personalidades das mais eminentes da crítica de arte, do urbanismo e da arquitetura, que vieram ver esta cidade em formação e discutir os problemas não só da cidade nova mas também do enquadramento desta cidade no nosso país também em crescimento acelerado, e um problema ainda mais sério que é o de situar esta cidade, como símbolo de nossa época, na civilização mundial.” Em seguida, Giulio Carlo Argan, Presidente do Congresso escolhido pelos vice-presidentes da AICA presentes, encaminhou os temas para a itinerância do evento que se aconteceu entre Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, de 17 a 25 de setembro de 1959. As sessões realizadas nas três cidades conseguiram reunir interlocutores firmemente comprometidos com os destinos de um projeto em implantação. Em 1959, Brasília ainda era um canteiro de obras num território que passava a conquistar um espaço no imaginário nacional. Como poderia, a partir do desenho de seus espaços, edifícios e primeiras obras executadas em espaço público (Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Alfredo Volpi) refletir possibilidades de “síntese das artes”? Desde as primeiras sessões, o pensamento de Giulio Carlo Argan, Mário Pedrosa, Michelangelo Muraro, Mário Barata, Eero Saarinen, Douglas Haskell, Sergio Milliet, Meyer Schapiro, Tomás Maldonado, Theon Spanudis, Fayga Ostrower, Bruno Zevi, Jorge Romero Brest, entre tantos intelectuais, críticos e artistas, construía amplo panorama de proposições e contribuição crítica para a realização de amplo projeto de síntese, tendo em vista a proposição de “um plano social e cultural de ordem geral”.

Em 2019, além de retomar as discussões apresentadas há sessenta anos por críticos que marcaram o pensamento de sua época, realiza-se mais uma vez a Jornada Abca como manifestação de sua vocação para a produção de conhecimento, tal como pressupõe a dimensão ética do trabalho crítico. Destaca-se também que o tema central da Jornada Abca 2019 abrange a pesquisa e a reflexão interdisciplinar que marcou o Congresso Extraordinário da Aica para em parceria com o Programa de Pós-Graduação Estudos Comparados sobre as Américas (PPG-ECsA/UnB), convidar pesquisadores atuantes nas áreas de Antropologia, Arquitetura, Artes, Educação, Filosofia, História, Museologia e Sociologia, entre outras. O objeto central das discussões propostas para este ano é a atualização das propostas apresentadas em 1959, tendo em vista que “atualizar” não implica na renúncia à pertinência histórica do contexto de produção do projeto de Brasília mas sim situar sua relevância em relação à situação atual da cidade. Seja como metrópole cuja ocupação extrapolou as previsões iniciais, seja como laboratório de experimentação das utopias modernistas, seja como centro de integração geopolítica, Brasília pode ser analisada sob lentes diferenciadas, em diferentes campos disciplinares. Da programação do evento homenageado, destacamos os temas das sessões: A cidade nova, Urbanismo, Técnica e expressividade, Arquitetura, Artes plásticas, Artes industriais, Arte e educação e A situação das Artes na cidade. A esses eixos temáticos acrescentamos reflexões que têm norteado, desde então, pesquisas que ampliam a análise multidisciplinar do espaço urbano, com contribuições que podem incluir, entre outras, as áreas de conhecimento citadas anteriormente.

O debate brasileiro de 1959 tem sido reconhecido como marco significativo da ação internacional da AICA além das fronteiras europeias. Desta forma, o legado da iniciativa de um congresso de tal natureza em 1959 deve ser retomado como oportunidade de diálogo ampliado, abrangendo os desdobramentos de sua conjuntura histórica e contemplando o debate de grandes temas da atualidade. A proposição de um trabalho integrado interdisciplinar na organização de um evento científico que retome o ambiente problematizador daquele momento histórico e projete novas questões no cenário atual pode abrir espaço para a sondagem de zonas críticas, bem como para a configuração de um campo de ação cultural complexo. Neste novo evento é prioritário resgatar as contribuições dos intelectuais que promoveram um denso debate sobre as diversas possibilidades de um projeto latino-americano utópico, que nos dias atuais mantém-se como instigante desafio para refletir a vida social nos centros urbanos.

12 e 13 de novembro

Auditório do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília

11/09/2019 – data limite para submissão de proposta de comunicação (resumo conforme modelo, que devem ser enviados ao endereço abcabsb2019@gmail.com
23/09/2019 – divulgação do resultado da seleção dos resumos (a ser publicado na página do evento)
30/09/2019 – data limite para confirmação de inscrição de participantes com apresentação de trabalho
05/10/2019 – divulgação da programação final do evento
30/10/2019 – data limite para envio do texto de apresentação

Obs.: Será disponibilizado na página do evento um arquivo em .pdf (que pode ser enviado por e-mail aos inscritos) com os resumos de trabalhos selecionados para apresentação.

Lisbeth Rebollo Gonçalves é Presidente da AICA Internacional-Associação Internacional de Críticos de Arte. Vive e trabalha em São Paulo. É Professora Titular da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo. Trabalha em dois Programas de Pós-Graduação : Estética e História da Arte e Integração da América Latina, ambos interdisciplinares e interunidades.Área de especialização: Arte Moderna e Contemporanea, História e Crítica de Arte. Diretora por duas vezes do Museu de Arte Contemporânea da USP (1994-98 e 2006-10) e da Associação Brasileira de Críticos de Arte 2000-06 e 2010-16. Realizou diversas curadorias em Museus e Centros Culturais no Brssil e no exterior. Tem diversos ensaios e livros publicados.
Editora correspondente da Revista Artnexus Magazine, desde 1996.

Jacques Leenhaardt sociólogo e filósofo suíço. Graduado em Filosofia pela Université de Genève e em Sociologia pela Université Paris-Sorbonne e doutor em Sociologia pela Université de Paris X, Nanterre. Atualmente é diretor da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales(EHESS) e Presidente de honra da Associaçao Internacional de Críticos de Arte (AICA), Diretor do ‘É.F.I.S.A.L./CRAL e Presidente do Conselho Científico dos Arquivos de Crítica de Arte em Paris.

Inscrições até 31/10: R$ 120,00 e R$ 50,00 (estudantes)

Inscrições a partir de 01/11: R$ 140,00 e R$ 70,00 (estudantes)

Obs.: Os apresentadores de trabalho deverão enviar o comprovante de pagamento da taxa com o Texto de Apresentação até 30/09.

Download da ficha de inscrição
Download da ficha de submissão de resumo

RESUMOS

Nome(s) do(a/s) Autor(a/es): Fonte Arial, corpo 12, redondo (normal). Inserir também o(s) nome(s) completo(s) da(s) instituição(ões) a que está(ão) vinculado(a/s) o(s) autor(es), como docente, pesquisador ou aluno, em fonte (tipo) Arial, em corpo 12, redondo.
Título: Fonte Arial, corpo 12, negrito, caixa alta e baixa (só iniciais maiúsculas), com o máximo de 85 caracteres, com espaçamento. Não usar sublinhado e usar itálico só para grafias de palavras estrangeiras.

Resumo: Fonte Arial, em corpo 12, com espaçamento 1,5 entre as linhas. Mínimo de 1800 e máximo de 2500 caracteres, com espaçamento.

Palavras-chave: Em sequência na linha seguinte, podendo ter um mínimo de 3 (três) e o máximo de 5 (cinco) palavras-chave, separadas por ; (ponto e vírgula). Usar fonte Arial, corpo 12.

TEXTOS DE APRESENTAÇÃO

Título: O mesmo informado no resumo. Fonte Arial, corpo 12, negrito, caixa alta e baixa (só iniciais maiúsculas), com o máximo de 85 caracteres.

Nome(s) do(a/s) Autor(a/es): Fonte Arial, corpo 12, redondo (normal). Inserir também o(s) nome(s) completo(s) da(s) instituição(ões) a que está(ão) vinculado(a/s) o(s) autor(es), como docente, pesquisador ou aluno, em fonte (tipo) Arial, em corpo 12, redondo.

Corpo do texto: Fonte Arial, corpo 12, com espaçamento 1,5 entre as linhas e margens justificadas. Mínimo de 8.000 (oito mil) e máximo de 12.000 (doze mil) caracteres (aproximadamente 6 a 7 laudas).

Citações: As citações diretas no texto podem ser incluídas apenas na medida em que fundamentem aspectos centrais na abordagem do autor. As notas de rodapé também devem ser em número reduzido, redigidas em fonte Arial, corpo 9, e espaçamento simples. Todas as referências bibliográficas deverão ser inseridas em nota de fim de texto.

Figuras: Inserir imagens no Texto de Apresentação, que podem ser em número reduzido (máximo 3).

COMISSÃO ORGANIZADORA
Elisa de Souza Martinez – Presidente, UnB
Lisbeth Rebolo Gonçalves – AICA
Maria Amélia Bulhões e Claudia Fazzolari – ABCA

COMISSÃO CIENTÍFICA
Adriana Almada – AICA Paraguai
Angela Ancora da Luz – UFRJ
Annateresa Fabris – USP
Leonardo Cavalcanti – UnB
Marcelo Mari – UnB
Marilia Andrés Ribeiro – UFMG
Sandra Makowieky – UEDSC

REALIZAÇÃO

APOIO