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Memória da Crítica

Antonio Bento e as suas metas para a ABCA

Presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte por dois mandatos, 1961 e 1969, o jornalista e crítico de arte aponta as ações para divulgar a arte e os artistas

Antonio Bento: paraibano de Araruna, destacou-se na crítica de arte brasileira – Foto: arquivo ABCA

No início da década de 1960, o então presidente da ABCA, Antonio Bento de Araújo Lima, definiu as metas de sua gestão. E agora, meio século depois, o documento datilografado é uma referência preciosa.

 Eis os 19 itens que destacou como prioridades na sua administração:

Tese de doutorado – O pensamento de Antonio Bento como crítico de arte e jornalista tem resultado em pesquisas de mestrado e doutorado. Em novembro, Araceli Barros da Silva Jellmayer Bedtche defendeu a tese de doutorado Antonio Bento e Romero Brest. O movimento Abstrato como fluxo Universal, sob a orientação da professora Lisbeth Rebollo Gonçalves.

A pesquisa foi apresentada no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (Prolam – USP). Na avaliação da crítica e professora Daisy Peccinini, uma das integrantes da banca, o estudo de Araceli “apresenta uma perspectiva ampla que vem contribuir para a história da arte moderna no Brasil e na Argentina, precisamente no clima do pós-guerra marcado pelo processo histórico da internacionalização das Artes no mundo ocidental. No cenário Latino-americano, a   avalanche dos abstracionismos, rompem os  diques  que davam os contornos  das artes do modernismo, configuradas por elementos de identidade nacional.”

Daisy ressaltou que a pesquisadora soube trabalhar documentos fundamentais de época, extraindo argumentos que enriquecem a complexidade dos lances históricos. “ Resulta de sua tese um frescor de uma visão renovada mais rica ou perspectiva mais complexa   das historia da arte    no Brasil, saindo do ramerrão do discurso das vozes dos principais a tores dos eventos fundamentais do período”, observa. “A pesquisadora penetra em meandros mais complexos filigranas que forçosamente são participantes  de importância  dos fatos primaciais.”

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