Jorge Coli ganha Prêmio Almirante Álvaro Alberto

Professor titular em História da Arte e História da Cultura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Jorge Coli é o vencedor do Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2018. A honraria concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil, é considerada a maior do país em ciência e tecnologia e este ano destacou a categoria “Ciências Humanas Sociais, Letras e Artes”. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 9 de maio no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro.

Coli nasceu em 1947 em Amparo, interior paulista. Em 1970 interrompeu a graduação em filosofia na Universidade de São Paulo (USP), quando o afastamento de docentes pela ditadura militar desestruturou o curso, e mudou-se para a França. Na Universidade de Provença (Aix-Marseille I), formou-se em história da arte e arqueologia com especialização em história do cinema. Fez mestrado na mesma instituição, em história da arte. De volta ao Departamento de Filosofia da USP, em 1990 obteve o doutoramento com uma tese sobre o mundo musical de Mario de Andrade. Entre 2006 e 2009 foi Coordenador de Área em Ciências Humanas e Sociais na FAPESP.

Atualmente orienta pesquisas em história da arte, como os doutorados financiados pela FAPESP sobre as influências europeias do artista brasileiro Belmiro de Almeida no final do século XIX e sobre retratos feitos pelo pintor francês Jean-Marc Nattier no final do século XVIII, atualmente na coleção do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Outro trabalho analisa as relações entre cinema e história da arte na produção italiana de filmes de horror entre 1970 e 1990.

Fora do âmbito acadêmico foi Secretário da Cultura de Campinas, São Paulo, durante os anos de 2013 a 2017, é colunista do jornal Folha de S. Paulo, e foi colaborador do jornal francês Le Monde. Escreveu uma série de livros, entre eles Música Final, publicado em 1998 pela editora Unicamp, L’Atelier de Courbet, de 2007 pela editora Hazan (Paris) e O corpo da liberdade, publicado em 2010 pela CosacNaify e traduzido para o francês cinco anos depois.

Fonte: Pesquisa Fapesp

 

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