Seminário “Arte E Política/s: modos de ver, expor e narrar”

O seminário “Arte E Política/s: modos de ver, expor e narrar” tem como objetivo ampliar a difusão e o debate de questões sobre o lugar e o papel da arte, seus agentes, instituições e públicos em uma perspectiva política, considerados tanto como estratégias específicas ao campo artístico, quanto em sua dimensão social ampliada.

Em formato de aula aberta e vinculado às atividades da disciplina “Exposição e Curadoria em/de Arte Contemporânea” (PPGAV e PPGMUS – UFRGS), o seminário Arte E Política/s: modos de ver, expor e narrar será conduzido por apresentações de pesquisas realizadas pelos pesquisadores, doutorandos e mestrandos integrantes do Grupo de Pesquisa Arte E Política/s, coordenado pela professora Ana Maria Albani de Carvalho junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, pela Linha de Pesquisa Relações Sistêmicas, e do qual também participam bolsistas de iniciação científica.

>> Evento aberto ao público, gratuito e sem inscrições prévias, ingresso mediante lotação do espaço

Datas:

24/5 e 7/6 (quintas-feiras) de 2018, 14h30 às 17h50

Local:

Instituto de Artes da UFRGS – SALA 703A (ex-63G – 6º Pavimento) – Rua Senhor dos Passos 248, Centro Histórico – Porto Alegre

Informações:

Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS)

Fones (51) 3308-4326 e 3308-4332

Página do evento:

https://www.facebook.com/events/2102871389947707/

Equipe:

Coordenação geral: Ana Maria Albani de Carvalho

Equipe-executiva: Sandro Ka – Camila Elis – Francisco Dalcol

Imagem cartaz: Camila Proto

Instituição promotora:

Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS)

 

PROGRAMAÇÃO

24 de maio 2018

 

14h30 – Abertura com ANA ALBANI DE CARVALHO: Arte E Política/s: modos de ver, expor e narrar

14h45 – FRANCISCO DALCOL (Doutorando PPGAV/HTC, UFRGS – Mestre em Artes Visuais UFSM)

Modos de colecionar e exibir arte contemporânea em Portugal: instituições, colecionismo, exposições e curadoria” 

Durante estágio de doutoramento sanduíche bolsa CAPES realizado em 2017, em Portugal, vinculado à Universidade Nova de Lisboa (UNL), tive a oportunidade de realizar pesquisa de campo em museus, coleções, acervos, galerias, feiras, espaços culturais e instituições nas cidades de Lisboa, Porto, Évora, Elvas, Vidigueira e Vila Nova de Foz Coa. Ao apresentar um breve relato a partir das visitas de estudo, proponho compartilhar a experiência de investigação e os contributos para a minha presente tese de doutorado em andamento, que trata das relações entre crítica, exposição e curadoria desde os anos 1960. As questões aqui levantadas partem dos modos de colecionar e exibir conforme pude constatar, tendo em conta tanto os agentes e suas práticas em contextos específicos quanto as conexões efetivadas pelos fluxos globais (e hierárquicos) que conformam o campo artístico contemporâneo.

 

15h15 – FELIPE CALDAS (Doutorando PPGAV/HTC, UFRGS – Mestre em Artes Visuais UFRGS – Professor UFPel)

“O gerenciamento da incerteza: a necessidade de ser visto, ou, o fim do direito à invisibilidade” 

 Esta comunicação versará sobre o papel da visibilidade e do reconhecimento na trajetória profissional dos agentes das artes visuais. Possui como eixo condutor as seguintes perguntas: Por que almejaríamos visibilidade e reconhecimento de nossas ações? O que isto significaria e qual seu papel em nossas trajetórias profissionais? Assim, esta comunicação problematiza a relação entre: trabalho, reconhecimento, visibilidade e retorno econômico no mundo da arte a partir do cenário brasileiro.

  

INTERVALO: 16h00 – 16h15

 

16h15 – SANDRO KA (Doutorando PPGAV/PV, UFRGS – Mestre em Artes Visuais UFRGS – Professor IFRS)

“Fora de lugar: possibilidades narrativas políticas e pictóricas a partir de estratégias de quebra-cabeça”

O presente trabalho propõe-se a investigar possibilidades múltiplas de significação, por meio da análise de uma série de obras realizadas a partir de imagens apropriadas na forma de quebra-cabeça. Como num jogo, o processo se articula através de estratégias de montagem, representações de paisagens icônicas da cultura de massa e seus vestígios no imaginário comum. Aliado a referenciais teóricos como Canclini, Bauman e Bourriaud, propõe estranhamentos, fissuras na ordem imaginativa e na expectativa da composição.

DEBATE: 16h45 – 17h50

7 de junho de 2018

14h30 – Abertura com ANA ALBANI DE CARVALHO: Arte E Política/s: modos de ver, expor e narrar

                                                                                                                                                                           

14h45 – IGOR SIMÕES (Doutorando PPGAV/HTC, UFRGS – Mestre em Educação UFPel – Professor UERGS)

Objetos em estado de exposição e autorias complexas: a mobilidade de histórias da arte pensadas como montagem”

Uma história da arte que assimila o constante movimento. Movimentos de sentido, de posições, de leituras, de sujeitos. Propor escritas da história da arte que tenham na exposição sua mesa de montagem é operar com objetos e proposições que continuamente negociam seus sentidos. Fragmentos que se agrupam por confluências ou conflitos e dão lugar a narrativas possíveis acerca da arte. Artistas, curadores, historiadores, instituições e públicos deparam com tramas complexas que ensejam outras abordagens de noções tão caras à disciplina de história da arte, como aquela da autoria. Relações políticas e de poder são fios de uma complexa trama que tornam a autoria e os objetos constantemente móveis em apreensões, sentidos, abordagens e possibilidades de leitura e mediação. Uma leitura que se faz nos diferentes lugares do “quando” e que cada vez mais escapa ao domínio do “é”. Uma história da arte que tem na exposição sua máquina interpretativa (Poinsot), seu dispositivo (Agamben) de escrita e seu lugar de alterações no tecido do sensível (Rancière).

 

15h15 – LUCIANE CAMPANA TOMASINI (Mestranda PPGAV/HTC, UFRGS – Especialista em Arte Educação, UPF – Professora  da UPF – Coordenadora do Setor Educativo do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider, MAVRS)

 Curadoria versus obras de acervo permanente”

Algumas obras doadas pela artista Ruth Trella Schneider formaram o acervo que deu início ao Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS-1996), o qual vem sendo apresentado de forma contínua pela instituição desde então. Em 2015, a proposta de curadoria da exposição “Cassino” explorou esse acervo de uma forma diferente, reunindo itens do mesmo, do Museu de História Regional (MHR) e de objetos de um antiquário de Passo Fundo para compor o ambiente expositivo. A experiência de realização dessa exposição permitiu um conjunto de reflexões que permeia desde o tema proposto e a expografia utilizada até sua recepção pelo público em geral. 

 

INTERVALO: 16h00 – 16h15

 

16h15 – CAROLINA MENDOZA (Mestre em Artes Visuais/HTC, UFRGS – Coletivo E-Arte.Educação) 

“Experiências de mediação na Bienal do Mercosul de 2007 a 2015” 

 A pesquisa consiste em uma análise de três ações de mediação realizadas da 6ª à 10ª Bienal do Mercosul — a visita mediada, os materiais educativos e os espaços expográficos do projeto pedagógico nas exposições —, a partir do conceito de experiência defendido por Jorge Larrosa. 

DEBATE: 16h45 – 17h50

 

OS PESQUISADORES

Ana Maria Albani de Carvalho

 

Doutora em Artes Visuais – História, Teoria e Crítica pelo PPGAV-UFRGS, professora do Departamento de Artes Visuais e orientadora de mestrado e doutorado nos Programas de Pós-Graduação em Artes Visuais e em Museologia e Patrimônio, ambos da UFRGS. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Arte E Política/s. Atua como curadora independente, com diversos artigos e livros publicados sobre arte contemporânea brasileira, com foco na produção dos anos 60 e 70, questões de imagem e história das exposições. É membro da ANPAP, do CBHA e integrante do grupo de pesquisa MODOS. 

Carol Mendoza

Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pelo PPGAV/UFRGS e Licenciada em Artes Visuais pela UFRGS. Membro fundadora do Coletivo E — Arte.Educação, planejou e participou de projetos educativos no Festival de Teatro Brasileiro, MARGS, Fundação Iberê Camargo e Bienal do Mercosul. Atuou nos projetos pedagógicos da 6ª à 9ª Bienais do Mercosul, na Fundação Iberê Camargo (de 2008 a 2010), no Museu do S.C.Internacional (em 2011) e no Santander Cultural na mostra FILE 2011. Atualmente cursa o Bacharelado em Artes Visuais na UFRGS e é professora nos Colégios Unificado e Farroupilha.

Felipe Caldas

Professor, artista e doutorando em Artes Visuais com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte (PPGAV-UFRGS). Professor substituto na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e membro da Associação Nacional de Pesquisadores em  Artes Plásticas (ANPAP).

Francisco Dalcol

Pesquisador, crítico, jornalista e curador independente. Doutorando em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com orientação da Prof.ª Dr.ª Ana Albani de Carvalho. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com estágio de doutoramento sanduíche no exterior pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). Tem mestrado em Teoria, Crítica e História da Arte e é bacharel em Comunicação Social (habilitação Jornalismo). É membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Em 2017 e 2018, integrou o Júri de Indicação do Prêmio PIPA. Em 2016, ganhou a 1ª menção honorífica no Incentive Prize for Young Critics, concedido pela AICA. Entre 2012 e 2016, foi editor e crítico de arte do jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS).

Igor Simões

Doutorando em Artes Visuais — Historia Teoria e Critica da Arte pela UFRGS; mestre em Educação pela UFPel; graduado em Artes Visuais — Licenciatura pela UFPel. Atua como professor assistente de história, teoria e crítica da arte e prática do ensino da arte na Uergs. Exerceu coordenação na gestão de espaços expositivos, sendo responsável por atividades de curadoria. Coordena os Seminários  de História, Teoria e Crítica da Arte em parceria com o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, onde é membro do núcleo educativo UERGS/Margs. Investiga as articulações entre escritas da história contemporânea da arte, montagem, exposição e visibilidade de sujeitos negros no campo das artes visuais.

Luciane Campana Tomasini

Arte educadora, curadora, artista visual. Bacharel em Desenho e Plástica pela Universidade de Passo Fundo (1996) com Especialização em Arte Educação pela UPF.  Docente concursada da Universidade de Passo Fundo — UPF (desde 2004) e mestranda em História, Teoria e Crítica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Brasil e Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil. Foi professora substituta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS, Tutora presencial de Ateliê na Rede Gaúcha de Ensino a Distância pólo Porto Alegre UFRGS-RS. Trabalhou como professora concursada na UNIPLAC-Universidade do Planalto Catarinense, Lages/SC (2000-2004), e como professora convidada na UNOCHAPECÓ-Universidade de Chapecó, Chapecó/SC, e Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre/RS. Atuou como curadora em algumas exposições no Museu de Arte Visuais Ruth Schneider/RS e como Coordenadora do Setor Educativo do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider / MAVRS (2012-2016).

Sandro Ka

Artista visual e agente cultural. Doutorando e mestre em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS), especialista em Ética e Educação em Direitos Humanos (FACED/UFRGS) e bacharel em Artes Plásticas Desenho (IA/UFRGS). Professor de Gestão e Produção Cultural (IFRS). Desde 2003, realiza exposições individuais e participa de mostras coletivas, desenvolvendo produções nos campos da Escultura, Desenho e Intervenção Urbana. Em âmbito de pesquisa, possui interesse nas articulações entre Arte Contemporânea e Produção Cultural, bem como nas relações entre Arte, Política e Sexualidade. 

 

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