n° 45 – Ano XVI – Março de 2018  →   VOLTAR

Destaque

Os indicados ao Prêmio ABCA

No dia 14 de março de 2018, a Associação Brasileira de Críticos de Arte deliberou os nomes dos indicados ao tradicional Prêmio ABCA.

Troféu ABCA, criação de Maria Bonomi. Foto: Denise Andrade.

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) divulga os nomes indicados ao prêmio destinado aos artistas visuais, curadores, críticos, autores e instituições culturais que mais contribuíram para a cultura nacional em 2017. São três indicações por cada categoria. Os prêmios são atribuídos pelo resultado da votação dos associados, em escala nacional, a partir das indicações que cada um envia para discussão e aprovação em Assembleia Geral da entidade.

A votação é feita por cédula rubricada com as indicações aprovadas e a apuração dos resultados é realizada por uma comissão de associados, com a participação da diretoria. O sistema de premiação foi criado em 1978, para destacar exclusivamente as artes visuais. A ABCA entrou para a história por sua presença significativa nos eventos artísticos desde a década de 1950 e teve papel na resistência ao regime militar, sob a liderança de Mario Pedrosa.

Anualmente, o Prêmio ABCA contempla dez categorias. O troféu é uma criação da artista Maria Bonomi, criado especialmente para essa homenagem.
Veja a lista dos indicados:

 

Prêmio Sérgio Milliet (crítico por pesquisa publicada)

Fernando Cocchiarale, André Severo, Marília Panitz. Artes visuais – ensaios brasileiros contemporâneos/Rio de Janeiro: FUNARTE, 2017. O volume faz parte da Coleção Ensaios Brasileiros Contemporâneos, um conjunto de publicações que abrange as temáticas de: Cidades, Música, Problemas de Gênero, Indisciplinares, Filosofia, Literatura, Política e Psicanálise. Esses nove volumes totalizam cerca de quatro mil páginas, quase 300 autores, 28 editores, além de consultores contratados para o trabalho de pesquisa, seleção e apresentação. A publicação conta com mais de 30 textos de diferentes críticos, teóricos, curadores e pesquisadores, em uma proposta de oferecer ao público uma imagem da produção ensaística contemporânea brasileira.

Diego Matos e Guilherme Wisnik – Cildo estudos, espaços, tempo, São Paulo, Editora Ubu , 2017. A publicação reúne textos críticos de Diego Matos, Frederico Morais, Guy Brett, João Moura Jr., Lisette Lagnado, Lynn Zelevansky, Maaretta Jaukkur, Moacir dos Anjos, Ronaldo Brito, Sônia Salzstein e Suely Rolnik em uma empreitada editorial que procura acompanhar o processo do pensamento plástico do artista Cildo Meireles. Destacando seus esboços e estudos para a composição de diversas obras, o livro apresenta importante resultado de pesquisa iconográfica em torno das criações de Cildo para a elaboração de um projeto gráfico de notável qualidade.

Mario Ramiro (organização) –  3nós3: Intervenções Urbanas, São Paulo, Editora Ubu,2017, 240 páginas – focado no histórico das intervenções urbanas do Grupo 3Nós3, com muitas fotos de época, artigos e notícias referenciais e um reflexivo texto atualizado de Annatereza Fabris. É uma edição que evidencia o aspecto físico frágil e pobre da mídia impressa de breve vida, com um projeto gráfico de qualidade. As intervenções urbanas são de natureza efêmera, o livro, paradoxalmente, procura dar perenidade a elas.

 

Prêmio Gonzaga Duque (crítico associado pela atuação durante o ano)

Cauê Alves – Doutor em Filosofia pela USP e professor do Departamento de Arte na PUC-SP. Curador geral do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, MuBE, onde implementou plano museológico, projeto pedagógico, política de acervo e nova grade de exposições. Entre 2006 e 2016, foi curador do Clube de Gravura do MAM-SP. Publicou texto no catálogo da exposição Mira Schendel, MAC de Serralves, Porto, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2014) e Tate Modern, Londres (2013). Foi um dos curadores do 32º Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP (2011) e curador-adjunto da 8ª Bienal do Mercosul (2011).

José Armando Pereira da Silva é Mestre em Teatro pela UFRJ e em História da Arte pela USP. Organizou exposições do Grupo Vanguarda de Campinas em São Paulo e outras cidades. Colaborou na organização dos primeiros salões de arte contemporânea de Santo André. Publicou: Província e Vanguarda, Thomas Perina, pintura e poética, João Suzuki – Galeria Domus, 1947-1951. Organizou: Guido Poianas – Retratos da Cidade, Luís Martins, um cronista de arte em São Paulo e José Geraldo Vieira – Crítica de arte na revista Habitat. Em 2017 foi curador da exposição O Mercado de Arte em São Paulo, 1947-1951, no MAMSP.

Luiz Camillo Osório é professor do Departamento de Filosofia da PUC – Rio, pesquisador do CNPQ. Curador da mostra 35º Panorama da Arte Brasileira – Brasil por Multiplicação no e curador do Instituto PIPA. Entre 2009 e 2015, foi curador do MAM do Rio de Janeiro. Em 2015, foi o curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza. Em 2016, atuou na curadoria da exposição Calder e a Arte Brasileira, no Itaú Cultural. Autor dos livros Flávio de Carvalho, 2000; Abraham Palatnik, , 2004; Razões da Crítica, 2005 e Olhar à Margem, 2016.

Prêmio Mario Pedrosa (artista contemporâneo)

Bruno Faria – Transita por diversas linguagens, como desenho, escultura, videoinstalação, performance e site-specific. Suas práticas entrelaçam reflexões sobre o lugar do homem e suas relações com o espaço, a arquitetura e as narrativas de ficção. Formado em Educação Artística na Fundação Armando Álvares Penteado, SP, está concluindo mestrado em Poéticas Visuais na UFMG. Sua trajetória é pontuada por diversos prêmios como: Residência Artística no Hangar, Barcelona, Prêmio de Produção e Pesquisa no 48º Salão de Pernambuco, Prêmio Residência Artista na Cidade Internacional das Artes de Paris.

Rivane Neueschwander –  Graduada na Escola de Belas Artes da UFMG, cursou mestrado em Belas-Artes no Royal College of Arts de Londres. Em 1996, realizou a primeira individual em São Paulo e na Stephen Friedman, em Londres. Seu trabalho seduz pela simplicidade, sensualidade e poética, na busca de novos significados e ordem nas coisas do cotidiano. Emprega códigos de representação como palavras, mapas e calendários e utiliza como meios filmes, instalações, fotografias, objetos, colagens ou desenhos. Participou da Bienal Internacional de Veneza em 2003 e em 2004, e da 27ª Bienal Internacional de São Paulo.

Rosana Paulino – Bacharel em Gravura pela ECA/USP, especialista em Gravura no London Print Studio, doutora em Artes pela ECA/USP. Suas propostas incluem gravura, monotipias, desenhos, esculturas, instalações entre outros procedimentos, na abordagem de questões éticas e de gênero. Foi bolsista Fundação FORD (2006-2008) e fez residência e exposição no Tamarind Institute, Universidade do Novo México, EUA. Prêmio Embratel no Panorama da Arte Brasileira, MAM/São Paulo (1997). Realizou Assentamento, mostra individual, no MAC de Americana, SP, 2013, e a individual Atlântico Vermelho no Museu Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, 2017.

Prêmio Ciccillo Matarazzo (personalidade atuante no meio artístico)

João Figueiredo Ferraz –  Conselheiro da Fundação Bienal de São Paulo desde 2014, seu novo presidente em uma gestão que começou em 2017. Economista, foi o fundador e presidente do Instituto Figueiredo Ferraz. Integra o conselho de importantes instituições de arte como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museum of Modern Art’s Latin American and Caribbean Fund (LACF MOMA), o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu Brasileiro de Escultura (MUBE).

João Moreira Salles é documentarista, roteirista, produtor e cineasta atuando desde 1985, em prol da cultura brasileira. Fez o roteiro para a série “Japão, uma Viagem no Tempo”, exibida na TV Manchete. Em 1987, ele e o seu irmão Walter Salles fundaram a produtora VideoFilmes, inicialmente voltada para a realização de documentários para a televisão. No mesmo ano, dirigiu “China, o Império do Centro” e fez o roteiro do documentário “Krajcberg, o Poeta dos Vestígios”, pelo qual recebeu prêmios na Itália, em Cuba e no Brasil. Além de cineasta, também atua no jornalismo. Em 2006, criou a revista literária “Piauí”.

Pedro Mastrobuono presidente do Instituto Volpi, se dedica à preservação e divulgação deste artista no Brasil e no exterior, incluindo sua parceria com o Projeto Felicidade, que leva crianças carentes em tratamento de câncer para realizar atividades culturais, visitar museus, conhecer o mar e ir a parques, além a locais como o Masp, MAM, Memorial da América Latina e MAC , que tem a maior coleção pública de obras de Volpi. Estimula o artesanato com oficinas e cursos de capacitação profissional, corte e costura, artesanato, marcenaria e informática para os pais.

 

Prêmio Mário de Andrade (crítico de arte pela trajetória – filiado ou não)

Icleia Cattani – Professora titular da UFRGS, bolsista do CNPq, doutora em História da Arte Contemporânea pela Universidade de Paris I. É autora de livros como: “Icleia Cattani” (org. de Agnaldo Farias) 2004, “Paisagens de dentro”, 2009, “Arte Moderna no Brasil 2011, “Iberê Camargo Século XXI”, 2014, “Pela Arte Contemporânea”, 2017. Curadora das mostras: “Mestiçagens”, 2007, “Iberê Camargo: Trajetória e Encontros”, 2014. Recebeu o Prêmio FAPERGS de Pesquisa (1999) e o Prêmio Açorianos de Artes Visuais, Curadoria (2008). Foi conselheira da Fundação Iberê Camargo.

Ligia Canongia – Trabalhou no MAM do Rio de Janeiro e na Funarte, além de ter sido titular da coluna de arte do jornal O Globo na década de 1980. Tem concentrado seu trabalho na área de editoria de livros, dentre os quais se destacam: Artur Barrio, 2002, 2002, Jac Leirner, 2002, Ivens Machado 2001, Waltercio, 2001 e O legado dos anos 60 e 70.

Moacir dos Anjos – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco e curador da 29ª Bienal de São Paulo, 2010. Diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) em Recife. Atuou como curador da ARCO 2008, das mostras Vestidas de Branco, de Nelson Leirner (2008),; Babel – Cildo Meireles (2006),; Contraditório. Panorama da Arte Brasileira (2007), Marcas – Efrain Almeida (2007), Estação Pinacoteca, SP; Rosângela Rennó no MAMAM em Recife. Foi conselheiro da Fundação Iberê Camargo e integra o comitê Assessor da Cisneros Fontanals Arts Foundation desde 2006.

 

Prêmio Clarival do Prado Valladares (artista pela trajetória)

Anna Maria Maiolino – Em 1961, inicia o curso de gravura em madeira na Escola Nacional de Belas-Artes. Nesse momento, liga-se à Nova Figuração, movimento de reação às tendências abstratas. Foi aluna de Ivan Serpa, nos cursos do MAM RJ. Em 1967 participa da exposição Nova Objetividade Brasileira, que propunha novos modos de abordagem da pintura e das artes visuais. A partir da década de 1970, Anna Maria Maiolino experimenta novas mídias e elabora trabalhos em vídeo e performance – que utiliza desde então em seu trabalho – e se torna uma das artistas de maior relevância na produção contemporânea brasileira.

Carmela Gross – Gradua-se na FAAP, em 1969. É aluna de Flavio Império, Flavio Motta e Ruy Ohtake. Em 1972, torna-se professora no Departamento de Artes Plásticas da ECA USP. Na década de 1970, o desenho é a base para suas obras. A partir da década de 1980, sua produção desenvolve-se entre a pintura e o desenho, e entre a pintura e o objeto, passando a explorar também a arquitetura do espaço expositivo. A partir do fim da década de 1990, realiza os trabalhos empregando lâmpadas fluorescentes, fios e estruturas metálicas. Em sua trajetória, Carmela transita entre o lirismo e a lógica, entre a expressão e o conceito.

Nicolas Vlavianos – É um dos destaques da escultura brasileira, tanto por sua sólida trajetória artística, quanto por sua atuação na formação de novos artistas – desde 1969 leciona “Expressão Tridimensional” na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Chegou no Brasil em 1961 como artista convidado da Bienal de São Paulo e ficou para sempre. Radicou-se em São Paulo no mesmo ano após uma passagem por Paris, onde estudou com Ossip Zadkine e Laszlo Szabo e participou do salão dedicado à arte abstrata Réalités Nouvelles. No conjunto de sua produção, permanece a tensão entre forma orgânica e abstração.

 

Prêmio Maria Eugênia Franco (curadoria pela exposição)

Gabriel Pérez-Barreiro e Michelle Sommer, pela curadoria da exposição “Mario Pedrosa – De la naturaleza afectiva de la forma”. Exibida no Museo Reina Sofia, em Madri. A exposição apresentou ao público europeu o pensamento e a trajetória do grande crítico brasileiro, um dos mais importantes intelectuais da América Latina no século XX. Os curadores desenvolveram a mostra a partir de uma ampla seleção de obras de artistas sobre os quais Pedrosa escreveu ao longo de quase cinco décadas, cobrindo, assim, um extenso período da produção brasileira. A mostra foi acompanhada de um livro reunindo textos de Pedrosa pela primeira vez traduzidos para o espanhol.

Joana D’Arc Lima pela curadoria da mostra “Daniel Santiago em dois tempos”, MAMAM, Recife, 2017. A exposição apresentou a trajetória do artista no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, de Recife. A curadora selecionou 30 obras do artista, que tem 78 anos de idade e 50 de carreira. A mostra sugeriu uma reflexão sobre a realidade, convidando o público a deitar e sonhar nas camas de solteiro espalhadas no espaço.  Priorizando a iluminação e o clima do ambiente para destacar a proposta experimental do artista. Segundo o artista, essa experiência foi inspirada na citação do poeta Ezra Pound, afirmando que a realidade não é essa que vivemos e sim quando sonhamos.

Regina Teixeira de Barros pela curadoria de Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna”, MAM, São Paulo, 2017A mostra apresentou pinturas e desenhos que pontuaram diversos momentos da produção desta artista sensível às tendências artísticas a sua volta. Para além do belíssimo conjunto expressionista que a consagrou como estopim do modernismo brasileiro, a exposição apresentou paisagens e retratos de períodos posteriores, como as refinadas pinturas naturalistas das décadas de 1920 e 1930, e aquelas mais próximas à cultura popular, presente nos trabalhos dos anos 1940 e 1950.

 

Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (instituição pela programação e atividade no campo da arte)

Bienal Internacional de Curitiba – Considerada importante evento de arte contemporânea do sul do Brasil, em 2017 completou 24 anos com a realização da edição sob o título “Antípodas – Diverso e Reverso”, concebido pelo curador Tício Escobar e curadores convidados.  A Bienal contou com artistas dos cinco continentes com obras em mais de cem espaços de Curitiba. A República Popular da China foi o país homenageado e a Bienal apresentou a maior exposição de arte contemporânea chinesa exposta na América Latina. Cada edição traz um tema instigante, que atrai turistas, pesquisadores de arte, educadores de diversos países. As exposições dinamizam os espaços culturais de toda a cidade.

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia – Inaugurado em 1995, ao longo do ano de 2017, o museu passou por um intenso processo de revitalização. Além de um curador geral, o museu ganhou nova gestão, nova diretoria, novos associados e conselheiros e seu estatuto foi revisto. Pela primeira vez um plano museológico foi elaborado e uma grade de exposições foi implementada, resgatando suas origens. Baseada na iniciativa de um grupo de moradores do bairro, o museu se inseriu no circuito artístico contemporâneo, com um edifício que se destaca pela criatividade do arquiteto Paulo Mendes da Rocha no projeto e pelo paisagismo de Burle Marx.

Usina de Arte de Pernambuco – Antigo ícone da indústria sucroalcooleira de Pernambuco, a Usina Santa Terezinha hoje abriga um parque artístico-botânico. Propriedade da família Pessoa de Queiroz, a usina começou a operar em 1929 e chegou a ser a maior do país nos anos 1950. Quase duas décadas depois de encerrar as suas atividades ela passou a integrar a paisagem como Usina de Arte. A terra, o maquinário e as instalações físicas da antiga usina foram convertidos em ateliês, galerias, salas de aula: espaços para a criação, produção e exposição de arte.

 

Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição)

Amélia Toledo – Lembrei que esqueci, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, de 12/10 a 08/01 de 2018. Sob a curadoria de Marcus Lontra a mostra sintetiza a trajetória da artista, suas viagens imaginárias, suas incursões pela natureza, a descoberta dos materiais e suas possibilidades de revelar e conter a luz.  Espaço, tempo e memória oferecidos em um conjunto de instalações que se utilizam da natureza intacta, como pedras e conchas, e de materiais plásticos por onde águas coloridas escorrem criando inúmeras figurações sob a manipulação dos espectadores.

Histórias da sexualidade no Museu de Arte de São Paulo, MASP, 2017 – A exposição se inseriu em uma programação anual do MASP totalmente dedicada às histórias da sexualidade, que em 2017 incluiu mostras individuais de Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Miguel Rio Branco, Henri de Toulouse-Lautrec, Tracey Moffatt, Pedro Correia de Araújo, Guerrilla Girls e Tunga. Foram mais de 300 obras reunidas em nove núcleos temáticos — Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e Ativismos.

Levantes, apresentada no SESC Pinheiros, São Paulo, 2017 – A mostra é uma realização do Sesc de São Paulo em parceria com Jeu de Paume, de Paris. Trata-se de uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas. Nela se encontram diferentes formas de representação dos atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e/ou revoluções. Os anseios, as forças da natureza, os impulsos e gestos corpóreos, os testemunhos daquilo que nos mobiliza a sublevar, a transformar, são apresentados por meio de instalações, pinturas, fotografias, documentos, vídeos e filmes contemporâneos.

 

Prêmio Antônio Bento (difusão das artes visuais na mídia)

Revista Continente A publicação nasceu em Pernambuco em 2000. A capa de estreia, uma pintura do artista conterrâneo João Câmara, já indicava o que viria ser este veículo de comunicação: uma das mais importantes referências editoriais fora do eixo Rio-São Paulo. Sem perder o foco em um conteúdo cultural primoroso, que extrapola as fronteiras pernambucanas, a Continente oferece mensalmente aos leitores um contraponto ao imediatismo jornalístico, com matérias, entrevistas e artigos que divulgam a arte brasileira de forma crítica e reflexiva. Resiste bravamente às oscilações editoriais do país, mantendo disponível suas versões impressas, digital (para tablets e celulares) e online.

Revista Dasartes Publicada desde 2008, em suas páginas se encontram informações abrangentes e atuais sobre as principais exposições do Brasil e do mundo; os últimos trabalhos de jovens artistas e a carreira de autores consagrados. O projeto gráfico/editorial é leve na forma e denso no conteúdo. Estão entre seus objetivos: formar novos públicos e democratizar o acesso à arte; fomentar o intercâmbio entre as regiões do país; dar espaço a novos artistas, eventos e centros de cultura; tornar-se material de referência no ensino da arte, acessível a educadores de todos os níveis. A cada fevereiro, a Dasartes também publica seu Anuário, um guia de museus e galerias de arte do Brasil.

Radio USP – Noticia, através do programa Via Sampa, as diversas tendências do mundo das artes, entrevista curadores, pesquisadores, críticos e artistas do Brasil e do exterior. Divulga exposições, tornando visível o espaço da mostra e as obras de arte para os ouvintes. Um exemplo desse esforço é o recente programa Ouvir Imagens da artista Giselle Beiguelman. Em 2017, destacou-se como um dos mais importantes veículos da difusão cultural, integrando a arte no cotidiano. A Rádio USP FM pode ser ouvida através do Jornal da USP (que tem parceria com o site do jornal O Estado de S. Paulo), atingindo um público internacional.

 

Colaboraram: Alecsandra Matias, Alessandra Simões, Cauê Alves, Claudia Fazzolari, Francisco Dalcol, Jacob Klintowitz, José Armando Pereira da Silva, Leila Kiyomura, Leonor Amarante, Maria Amélia Bulhões, Mariza Bertoli e Sylvia Werneck.

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