A Biblioteca Mário de Andrade recebe a exposição LIMBO de José Rufino entre os dias 01 de setembro a 18 de novembro de 2018.
A mostra é o resultado de um processo de resgate das obras do artista que estavam guardadas, perdidas, esquecidas, desprezadas, inconclusas ou apenas à espera de uma chance para aflorar pelas brechas daqueles trabalhos tidos como maiores – ou mais dignos de existência.

Estão expostas coisas que José Rufino chama de pré-obras ou proto-obras, além de esboços, maquetes, desenhos da infância e juventude, bem como resquícios de seu interesse, nos anos 1980, pelas poesias concreta e visual e pela arte-postal. Essa espécie de rescaldo do limbo das camadas da criação cobre o intervalo de 1970 a 2018 e inclui também obras mais recentes, simplesmente pelo fato de terem voltado ao ateliê, depositadas em algum tipo de esquecimento.

Algumas obras produzidas nos anos 1990, na Paraíba (Espaço Colonizado, 1992; Respiratio, 1995; Fructus, 1996), estão presentes como foto-documentos. Diante da enorme quantidade de obras, e mesmo de materiais à espera de uso nas mapotecas, caixas, arquivos ou espalhados pelos espaços de trabalho, José Rufi no selecionou apenas algumas vertentes para a exposição, como obras sobre papel, pequenos objetos, caixas, livros-objeto e monotipias à maneira de Rorschach, pensando na revelação de alguns dos aspectos mais recorrentes de seu repertório.

LIMBO não é uma grande instalação, como Plasmatio (2002, Bienal de São Paulo; 2005, Museu de Arte Contemporânea de Niterói), Faustus (2010, Palácio da Aclamação, Salvador), Silentio (2010, Galeria de Arte Contemporânea Casarão, Viana, Espírito Santo), Divortium aquarum (2011, Usina Cultural Energisa, João Pessoa; 2012, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro) ou Ulysses (2012, Casa França Brasil, Rio de Janeiro), mas é uma manifestação mais íntimo e complexo dos processos do artista.

Escavação e transmutação são ingredientes fundamentais de sua produção e se fundem a interesses por temas como corpo, passado, memória, saudade, morte, relação público-privado e oprimido-opressor. No entanto, para a construção dessa mostra José Rufi no se lançou em um grande desafi o: passar uma peneira fi na por todos os cantos do ateliê e pegar as coisas que mais pediam – ou podiam – ser tratadas, restauradas, terminadas, datadas e levadas à existência de coisas de arte. Cada obra resgatada (cerca de 250), assume, aqui, a tarefa de complementar outra para compor um corpo só, um arquivo quimérico ou uma corda do tempo feita de fi os de várias idades e diferentes matérias.

 

SERVIÇO
EXPOSIÇÃO LIMBO

Abertura da Exposição: dia 1 de setembro, 11h
Visitação: de 01 de setembro a 18 de novembro de 2018
Todos os dias, das 08h às 19h
Local: Hall da Consolação, Sala Oval e Sala do Pátio
Rua da Consolação, 94
Entrada Gratuita

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