A Editora da UFRGS traz para o público a obra “Ka’a: arte e natureza”, organizado por Maria Amélia Bulhões e Denis Rodriguez.

A obra traz os resultados de um programa de residência artística internacional realizada em 2019 no Instituto Ivy Maraey, localizado na zonal rural de Porto Alegre. Saiba mais sobre este livro digital e gratuito!

De origem guarani, “Ka’a” significa mato e relaciona-se ao nome do instituto “Ivy Maraey”, que designa a terra sem males, procurada como um paraíso.

O livro “Ka’a: arte e natureza”, organizado por Maria Amélia Bulhões e Denis Rodriguez, traz discussões teóricas e depoimentos dos artistas plásticos que tiveram a experiência da residência e dos críticos que os acompanharam nesta trajetória e contém imagens que permitem acompanhar as ideias e os experimentos dos artistas. A publicação contribui para difundir um tipo de residência que se realiza em meio à natureza e em diálogo com ela e também oferecer um material reflexivo sobre o tema.

Traz ainda um amplo levantamento bibliográfico sobre o tema Arte e Natureza e sobre residências artísticas, que subsidiou algumas das reflexões realizadas ao longo do período de convivências e ampliam o universo de debate proposto. Na obra há versão em espanhol e trata-se do primeiro livro digital da série Visualidade da Editora da UFRGS, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Artes Visuais – UFRGS.

O livro, digital e gratuito, pode ser acessado pelo LUME – Repositório Digital da UFRGS: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/210493/001115468.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Para saber mais sobre a publicação, confira vídeo com uma das organizadoras, Maria Amélia Bulhões através do link: https://www.youtube.com/watch?v=GdOWmt-U_0I&feature=youtu.be

 

Sobre a residência artística

A Residência Ka’a se apresentou como um desdobramento no processo de expansão das atividades do Instituto Ivy Maraey. O espaço físico que o abriga foi organizado com respeito ao meio ambiente, com a preservação de matas nativas, espaços de pastagem, plantio, corredores e banhado para animais silvestres e áreas de residência e ateliê.

O processo de seleção para a residência artística envolveu um júri internacional que avaliou cerca de 300 portfólios de artistas plásticos de diversos países. Ao final foram selecionados quatro participantes: uma norte-americana, um espanhol, um búlgaro e dois artistas locais gaúchos.

Durante 30 dias os residentes partilharam suas vidas, seus trabalhos e reflexões. Exploraram o território do instituto e também seus arredores; realizaram visita à reserva ambiental de Itapuã, à reserva indígena do Cantagalo, a uma olaria, entre outros locais na cidade de Porto Alegre.

A residência não pressupunha a obrigação do artista de deixar ali uma obra, mas experimentar a vivência de uma zona rural, fazendo entrecruzamentos com suas experiências pessoais.

O Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da UFRGS atuou como parceiro na realização de diversas atividades durante a residência. O projeto contou com o financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do governo do Estado do Rio Grande do Sul e o apoio do programa COINCIDÊNCIA, da fundação suíça Pro Helvetia.

Para saber mais sobre a residência artística, acesse https://bit. ly/2DpXyjY.

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