O crítico de arte Guilherme Reolon de Oliveira lança, em duas sessões de autógrafos, o livro “Arte pós-nonsense, ou da dança como gênese do Ser da Arte”: dia 16 de agosto, em Porto Alegre; dia 17 de agosto, em Caxias do Sul. O autor, com formação interdisciplinar e coeditor do site Folha das Artes (especializado em crítica de arte, desde 2015), pretende responder ao problema da crise ontológica da arte. Em outras palavras, questiona pela definição da arte, lançando a hipótese que a arte moderna (até 1960) culminou no nonsense (não-sentido), ou seja, em sua “essência” – a cor, o ponto, o movimento, a letra – e a arte contemporânea, em seu desespero por não ser vanguarda (já que isso não representava mais novidade), mas precisar continuar a criar, traduziu nonsense por sem-sentido. Segundo o crítico, há uma grande diferença conceitual entre o sem-sentido (ausência de sentido) e o não-sentido (grau zero, a potência do sentido), que deve ser resgatada por uma arte que ainda queira assim ser nomeada, não recorrendo a performances e outras manifestações artísticas efêmeras, por vezes não acessíveis ao público não especializado. Para o autor, as artes, em geral, devem ser inspirar na dança e em toda a sua potência criadora não só de Sentido, mas de Presença – coisas que não devem ser dissociadas.

 

O LIVRO

“Arte pós-nonsense”, e-book publicado pela Editora da Universidade de Caxias do Sul, apresenta, além do ensaio principal, outros três ensaios menores: uma interpretação psicanalítica do filme Shine, uma filosofia da moda (no qual questiona o que é uma roupa) e uma formulação interdisciplinar sobre Teresa D´Ávila e sua representatividade no contexto cultural do Renascimento.

 

O AUTOR

O crítico de arte Guilherme Reolon de Oliveira tem 32 anos, é graduado em Filosofia (UFRGS/UCS), Ciências Sociais (UFRGS) e Jornalismo (UCS) e cursou dois mestrados, ambos pela UFRGS, em Psicologia Social e em História, Teoria e Crítica de Arte.

 

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