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Internacional/Entrevista

Congresso em Taiwan será o segundo realizado pela AICA no país

O professor Chi-Ming Lin acredita que pode contribuir para alcançar muitos lugares onde a Associação Internacional não mantém contatos frequentes.

Lisbeth Rebollo Gonçalves – ABCA / São Paulo

O professor Chi-Ming Lin, da Seção da AICA de Taiwan, expõe as suas expectativas diante da importância deste encontro.  Destaca a sua meta de estabelecer uma plataforma regional, apoiada pelo momento especial trazido pelo congresso, para ampliar os intercâmbios culturais e artísticos entre os críticos de arte da região.

Abaixo trechos desta conversa:

Lisbeth Rebollo Gonçalves – Qual a importância, para Taiwan e para a Ásia, do Congresso da AICA que se realizará em novembro?

Chi-Ming Lin  A Seção da AICA de Taiwan realizou um congresso internacional em 2004. Desta forma, o Congresso de 2018 será o segundo da AICA no país.  Com a rede global estabelecida pela AICA em mais de 60 países do mundo, Taiwan pode contribuir para alcançar muitos lugares com os quais a AICA não mantém contatos frequentes. É, igualmente, importante para Taiwan, demonstrar suas qualidades artísticas e intelectuais nesta ocasião. Quanto à Ásia, especialmente a região do Sudeste Asiático (a região do Pacífico), a Seção de Taiwan desejaria estabelecer uma plataforma regional, apoiada pelo momento especial trazido pelo congresso, para ampliar os intercâmbios culturais e artísticos entre os críticos de arte da região, onde a arte contemporânea vem se destacando como nunca e de forma muito especial.

LRG – Fale sobre o tema do Congresso. Quais são as perspectivas que os temas deste congresso podem despertar no campo da crítica de arte?

CML – Há dois temas principais a serem discutidos no congresso, um deles diz respeito à virtualização da vida e ao novo ambiente assim criado; o outro, enfatiza a situação atual da democracia. Os palestrantes e os participantes são convidados a discutir o papel e as novas linguagens da crítica de arte relacionadas a estas duas importantes questões.

LRG – Por que relacionar a inteligência artificial com a condição democrática da sociedade?

CML – Com o desenvolvimento das novas tecnologias, especialmente da Inteligência Artificial, da Realidade Virtual, da Realidade Aumentada, etc. – tudo isso que contribui para o crescimento da importância da virtualidade na vida cotidiana –, algumas novas possibilidades são criadas para a crítica de arte e para a arte, mas também uma iminente sociedade de controle, que pode desenvolver novos tipos de censura ou desafios aos princípios da democracia.

LRG – Além do Congresso, há outros projetos em desenvolvimento pela AICA Taiwan?

CML – Além do congresso, a AICA Taiwan está planejando estabelecer:

  1. Uma plataforma regional para aperfeiçoar o intercâmbio entre os críticos de arte da região do sudeste asiático.
  2. Uma fonte de pesquisa on-line da crítica de arte taiwanesa, tanto em inglês como em chinês tradicional.
  3. Um prêmio nacional de crítica de arte para promover figuras de destaque neste campo. Seminários, colóquios, workshops e fóruns serão realizados para contribuir para estes objetivos.

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