O artista plástico paulistano Nelson Leirner morreu na noite deste sábado, dia 7 de março de 2020, no Rio de Janeiro, aos 88 anos, após sofrer uma parada cardíaca.

Nascido em 1932, o pintor, desenhista, cenógrafo e professor, considerado um artista intermídia, era filho da escultura Felícia Leirner e do empresário Isaí Leirner, que ajudaram a fundar o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).

Entre 1947 e 1952, estudou engenharia têxtil nos Estados Unidos, mas não concluiu o curso e passou a ter aulas de pintura com o espanhol Joan Ponç em 1956.

Leirner era conhecido por atitudes iconoclastas. Em 1967 mandou um porco empalhado para um salão de arte em Brasília, que foi aceito como uma obra artística. Anos depois, o bicho ainda circularia por mostras mundo afora.

Notório crítico das idiossincrasias do mundo da arte, Leirner havia fundado no ano anterior, ao lado de Wesley Duke Lee e de Geraldo de Barros, uma galeria alternativa, a Rex, voltada a expor o que consideravam de mais bizarro nesse universo. Num dos “happenings” que ali promoveram, doaram tudo o que estava exposto a quem passasse pela galeria.

 

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

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