Ciclo “Os vivos e os mortos: o lugar da morte na sociedade”

O Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo apresenta o ciclo “Os vivos e os mortos: o lugar da morte na sociedade”. A programação de palestras trata de noções históricas sobre o fim da vida no Ocidente e a maneira como nossos antepassados o representavam, além de analisar os espaços destinados aos mortos e as formas estéticas atribuídas a eles e levanta as problemáticas da morte na contemporaneidade. Está prevista uma visita ao Cemitério da Consolação e o lançamento do livro “O imaginário macabro” (Ed. Alameda), de Juliana Schmitt.

Informações no site do Sesc (clique aqui).

 

A PROGRAMAÇÃO E OS PALESTRANTES

14/03: A morte ontem e hoje
Panorama das concepções da morte no Ocidente a partir de uma perspectiva histórica, levantando algumas de suas representações imagéticas e buscando analisar sua importância nas mais diversas áreas da vida em sociedade, da esfera pública à privada.
Com Juliana Schmitt

16/03: A iconografia funerária no Brasil
A palestra tem por objetivo apresentar os autores que iniciaram os estudos de arte funerária no país, analisar túmulos considerados representativos de cemitérios seculares de pequeno, médio e grande porte e expor ações educativas que contribuem para consolidar os cemitérios como patrimônios culturais a serem preservados.
Com Maria Elizia Borges

21/03: Atividade externa no Cemitério da Consolação
Verdadeiro museu a céu aberto, o Cemitério da Consolação é um local ideal para entendermos o modelo da necrópole urbana a partir do século XIX. O objetivo da visita é conhecer as obras, monumentos e mausoléus mais significativos e verificar a relação entre o espaço dos mortos com a cidade dos vivos.
Com Juliana Schmitt

23/03: Morte com dignidade. Desafio para o século XXI
A morte com dignidade é um desafio para o século XXI. O desenvolvimento da tecnologia e a visão da morte como fracasso da medicina ainda está presente nos hospitais, envolvidas com cura e prolongamento da vida. Distanásia, processo de morrer prolongado, é prática em UTIs, onde pacientes com quadros clínicos irreversíveis são submetidos a medidas intensivas sem benefício.
Com Maria Julia Kovács

28/03: Apresentação do livro “O imaginário macabro”
Resultado de pesquisa de doutorado em Letras, realizada na USP, o livro “O imaginário macabro” investiga as formas de representação do cadáver, presentes em gêneros iconográficos e literários como as Danças Macabras, da Idade Média ao Romantismo.
Com Juliana Schmitt

Palestrantes:

 Juliana Schmitt

Juliana Schmitt

Historiadora com especialização em História da Arte pela UEL e doutora em Letras pela USP. Atualmente é pós-doutoranda em Artes, Cultura e Linguagens pela UFJF e professora na Faculdade das Américas – SP. Autora de “Mortes Vitorianas: corpos, luto e vestuário” (Editora Alameda, 2010) e de “O imaginário macabro” (Ed. Alameda, 2018).
(Foto:  Gianfranco Briceno)

Maria Elizia Borges

Maria Elizia Borges

Doutora em Artes pela USP, historiadora da Arte e especialista em Arte Funerária no Brasil. Docente dos programas de pós-graduação em História na UFG. Possui diversos artigos e livros publicados no país e no exterior sobre a arte funerária brasileira, entre eles “Arte funerária no Brasil (1890-1930) ofício de marmoristas italianos em Ribeirão Preto” (Editora C/ Arte, 2002).
(Foto: Lucia Marcia Macri)

Maria Julia Kovács

Maria Julia Kovács

Professora Livre Docente do Instituto de Psicologia da USP. Coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte. Coordenadora do projeto Falando de Morte, Cuidados Paliativos, Morte na Escola, Morte com Dignidade – filmes didáticos sobre o tema da morte.

  

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