n° 39 – Ano XIV – Setembro de 2016  →   VOLTAR

Exposição

As questões entre fotografia e arte

A mostra Painting with Light: Art and Photography from the Pre-Raphaelites to the modern age na Tate Britain, de Londres, traz indagações importantes sobre as relações entre diferentes meios de expressão

Niura Legramante Ribeiro – ABCA/Rio Grande do Sul

A exposição Painting with Light: Art and Photography from the Pre-Rafaelites to the modern age, ocorreu de 11 de maio a 25 de setembro de 2016, na Tate Britain de Londres e contou com textos, no catálogo, de Carol Jacobi, Hope Kingsley e contribuições de Elizabeth Jacklin. A mostra tratou sobre as relações entre fotografia, pintura e desenho e foi apresentada em sete salas, propondo questões resultantes do encontro entre fotografia e arte no século XIX, na Inglaterra.¹

1. Painting with Light

Nesta primeira sala, a exposição apresentava as relações estéticas de trabalhos de dois fotógrafos David Octavius Hill e Robert Adamson com a pintura, já que Hill era também pintor. A conhecida reprodução pictórica² da tela Disruption Portrait, The First General Assembly of the Free Church of Scotland Signing the Act of Separation and Deed of Demission on 23rd May (1843-c.1866), que apresenta um grande panorama de 457 indivíduos, caracterizados por seus papéis e semelhanças físicas, cuja tela foi pintada, a partir de retratos fotográficos dos representados, realizados por David Octavius Hill e Robert Adamson. Hill e sua segunda esposa Amelie, trabalharam, após a morte de Adamson, para completar a pintura, em 1866. Próxima à esta pintura, pode-se ver o a fotografia Sir David Brewster (c. 1843), e John Robertson and Hugh Miller (c. 1843) um dos retratos utilizados feitos por Hill e Adamson, como fonte para essa pintura.

Apresenta-se também, nesta sala, lado a lado, o autorretrato pictórico de William Etty(1846), e a fotografia do retratado, realizado por David Octavius Hill e seu irmão Robert Adamson, William Etty (1844), revelando como os pintores fizeram uso do potencial da fotografia como fonte para seus estudos preparatórios. Esses fotógrafos mostram uma síntese das lições dos grandes mestres da pintura, inovando suas fotografias, seguindo as propriedades de claro-escuros nos seus materiais em papel salgado.

Outras fotografias desses dois fotógrafos Edinburg from the Castle, looking south with castle wall and battlement in the foreground, part of a panorama (c. 1844-6) serviu de repertório para a pintura Edinburg Old and New (1846-7), de Hill e View from Calton Hill, looking South-West, with the Jail, the Castle, the Political Martyr`s Monument and The Scott Monument (1845 ou 1846), para a pintura In memoriam: The Calton (1862), de Hill.

2. New Truths

Esta sala apresenta e relação dos artistas Pré-Rafaelitas influenciados pelas leituras de Ruskin. Carol Jacobi, informa que as novas verdades estavam nas discussões de escritores como David Brewster e John Ruskin sobre a filosofia do natural, que enfatizava a observação, um olhar que poderia abandonar as convenções e penetrar nos mistérios da natureza. Ruskin incorporou a fotografia no seu fazer de arte e nos seus escritos. The Art Journal, em 1849 comentava sobre os usos de fotografias em pinturas de paisagens. Ruskin dizia que eles nunca viram nada claramente e elogiava a fotografia que não via com nitidez, mas revelava para os olhos “a absoluta infinidade das coisas.” Dissolvendo distâncias, ou confundindo detalhes, isto era o mistério da natureza para Ruskin. Pintores e fotógrafos exploraram as implicações dos focos e indistinções, efeitos atmosféricos aparência de movimento, formas dissolvidas pela escuridão, ou brilho e formas discretas de luzes e sombras.

William Holman Hunt descrevia os efeitos da luz na natureza. Os Pré-rafaelitas observavam que as sombras eram coloridas e exploraram as trocas de luzes. Ruskin colecionava fotografias dos grandes mestres, como informações sobre seus escritos, sobre arte e arquitetura; empregava fotografias como estudos preparatórios para seus desenhos como fotografias de Veneza, captadas por ele próprio como premissa para suas aquarelas. Esta sala contempla ainda as relações da pintura Pré-Rafaelita com a fotografia.

A pintura The Woodman`s Daughter (1850-51), de John Everett Millais, na qual se vê um menino rico oferecendo morangos a uma menina camponesa, em meio a uma floresta, é apresentada ao lado de uma fotografia estereoscópica de um menino também em meio a floresta. Nos anos de 1850, muitos fotógrafos fizeram experimentos com cenas nas florestas. Assim como na fotografia, Millais exclui o céu e não mostra a linha do horizonte.

A relação fotografia e paisagem foi muito explorada no século XIX, devido à expansão das construções de estradas de ferro, que permitiram o deslocamento dos artistas a pontos turísticos, segundo informa Carol Jacobi e produziram imagens que pintores puderam usar como estudos para suas composições de paisagens. John Atkinson Grimshaw, em The Bowder Stone, Borrowdale, (c. 1863-8) se apropriou de uma fotografia de uma grande pedra, de Thomas Ongle, (1864) e conservou o mesmo título. Os Alpes também tiveram interesse de críticos como Ruskin, que aconselhou um pintor ligado ao ciclo do Pré-Rafaelismo, John Brett a pintar a paisagem dos Alpes, Glacier of Rosenlaui (1856) e, também, se valeu de uma fotografia Glacier of Rosenlaui (1850), de um dos primeiros fotógrafos a explorar essa paisagem, Frrederic Martens e, como se pode ver, a pintura também utiliza o mesmo título da fotografia; William Hunt para pintar a aquarela View de Nazareth (1855, 1860-61), recorreu a fotografia de James Graham, Nazareth From the North (1855).

3. In the studio

Com este segmento, a exposição contempla as trocas entre os fotógrafos e os pintores, na seleção de arranjos de modelos e figurinos. Um fotógrafo como Oscar Rejlander, abandonou sua profissão na pintura para se tornar fotógrafo, assim como outros fotógrafos também o fizeram. As escolas de arte criavam arquivos de imagens para seus alunos. As fotografias de modelo vivo foram anunciadas para os artistas desde os anos de 1840, conforme afirma Carol Jacobi. Alguns fotógrafos criaram imagens especificamente para artistas, eram chamados études ou academies. Eugene Atget colocou uma placa em seu estúdio “Documentos para artistas”. Fenton produzia cenas orientais, como se pode ver na fotografia de Nubian Water-Carrier (1858), em que uma jovem carregando um pote na cabeça, aparece também numa pintura de Frederick Goodhall, The Song os The Nubian Slave (1863); ou o próprio pintor, Frank Dillon serviu de modelo em fotografia de Fenton para um de seus quadros de cenas orientais.

Outra associação que se pode ver nesta sala, é a fotografia dos mármores de Elgin do Museu Britânico, realizada por Fenton, em 1859 e a fotografia, realizada por Julia Margaret Cameron, que representou as roupas drapeadas das personagens de Mary Hillier e Cylene Wilson e que assumem a mesma pose reclinada das figuras dos mármores de Elgin. Embora Cameron tenha visitado aquele museu, essas fotografias foram publicadas na Arundel Society, da qual a artista era membro.

Outra imagem é a fotografia de Isabelle Grace no terraço, de 1861, realizada, por Clementina, Lady Hawarden que foi utilizada para uma gravura de Francis Haden, The Assignation(1865), na qual este aproveitou a iconografia da figura, trocando o cenário do terraço, por um bosque.

4. Tabelaux

Esta sala trata dos cruzamentos entre a fotografia, a pintura e a literatura. Não somente a fotografia serve de referência à pintura. O tema pictórico The Plundering of Basing House(1836) foi utilizado como tema para uma série de fotografias estereocópicas de James Elliot, The Plundering of Basing House, Puritan Solfiers with Prisioners (1858), sendo algumas destas, coloridas manualmente; e a pintura que trata do suicídio de um jovem poeta do século XVIII, Chatterton (1856), de Henry Wallis deu origem à fotografia The Death of Chatterton(1859), de James Robinson, cujo fotógrafo vira a pintura, em Dublin.

Um poema de Tennyson, Mariana, foi utilizado pelo Pré-Rafaelita John Everett Millais em sua gravura, com o mesmo título (1857) que, por sua vez, ajudou Clementina, Lady Hawarden a conceber sua fotografia Clementina Mauden, 5 Princes Gardens, (c.1862). A sala apresenta lado a lado, a fotografia The Passing of Arthur (1875), de Julia Margareth Cameron que ilustrava os Idílios do Rei, a partir de poemas de Tennyson e uma gravura de Daniel Maclise sobre a Morte D`Arthur(1857). Outra associação entre imagens mostrada é a fotografia The Lady Sharlott (1861), de Henry Peach Robinson, também a partir de um poema de Tennyson e a pintura The Lady of Shalott (1882), de Walter Crane, tendo este admitido que a pintura era uma cópia da fotografia de Robinson com algumas alterações.

5. Wisper of the Music

Os pintores Georg Frederic Watts, Dante Gabriel Rossetti e a fotógrafa Julia Margaret Cameron desenvolveram influências recíprocas. Encontram-se nesta sala os retratos em pintura da modelo May Prinsep (c. 1867-9), de Watts e o retrato fotográfico (1870), da mesma modelo, numa pose semelhante, de perfil e no enquadramento, ao de Watts, realizado por Cameron. Há ainda semelhanças num retrato de Watts, realizado por Cameron em 1864 e um autorretrato de Watts também nesse mesmo ano.

Ao ilustrar poemas de Idílios do Rei, de Tennynson, Cameron cria fotografias, em 1875, cujos personagens são muito semelhantes à aquarela The Blue Closet (1857), do pintor Pré-Rafaelita, Dante Gabriel Rossetti. Em outra de suas fotografias, Call, I Follow, I Follow, Let Me Die (c. 1867), Cameron adapta a pose e o tema da pintura a óleo, Beata Beatrix (c. 1864-70), de Rossetti, criando relações com a luz, a posição de perfil, a expressão fisionômica da personagem de Rossetti. Outra vez Cameron representa um poema de Tennyson, a heroína Elaine morrendo de ansiedade pelo cavaleiro Lancelot. Uma aproximação do retrato em fotografia de Jane Morris, (1865), realizado por John Robert Parsons e a pintura Mariana, (1870), de Rossetti, tendo mesma modelo Jane Morris, cujos enquadramentos, poses, olhares, pode demonstrar o quanto fotografia e pintura estiverem fortemente ligadas, no século XIX, na arte dos Pré-Rafaelitas.

Dante Gabriel Rossetti, Proserpine 1874. Credit: TATE.

6. Life and Landscape

Pintores e fotógrafos desfiaram a hierarquia da Academia que marginalizava a paisagem e as cenas de gênero. Os estudos da pintura romântica do passado, especialmente, de Turner e Constable, foram facilitados por reproduções fotográficas. Pintores como Whistler e Sargent foram também fotógrafos. Whistler aconselhou fotógrafos a trabalharem com aspectos atmosféricos. Pintores e fotógrafos exploraram efeitos de luzes, valores tonais atmosféricos.

John Singer Sargent 1856-1925 Carnation, Lily, Lily, Rose 1885-86. Credit: MARK HEATHCOTE/TATE

Nesta seção da exposição são apresentadas várias fotografas e pinturas cujos personagens, as poses e as ações com objetos em paisagens são os mesmos. Peter Henry Robinson e Thomas Frederich Goodall fotografam um casal dentro de um barco, num lago, enquanto a mulher segura os remos, o homem prepara a rede, em Setting the Bow-Net (1885). Esta cena se repete no óleo The Bow Net (1886), de Goodall. Paisagens rurais com seus trabalhadores são apresentadas na pintura de Georg Clausen, Winter Work (1883-1-4) e nas fotografias de Peter Henry Emerson e Frederick Goodall, Poling the Marsh Hay (1886-6).

Brooding: Thomas Frederick Goodall and Peter Henry Emerson photograph Setting the Bow-Net, in Life and Landscape on the Norfolk Broads 1885. Credit: TATE.

A paisagem urbana da fotografia The Adam and Eve, Chelsea (c. 1865) de James Hedderly, serviu de memória para a estrutura iconográfica das casas e barcos na gravura The Adam and Eve, Old Chelsea (1878) de James Abbott McNeill Whistler.

Outro viés presente nesta sala são as aproximações entre fotografias, pinturas e gravuras que exploram similares efeitos atmosféricos.

Os efeitos etéreos foram empregados tanto em pintura de paisagem noturna, como Nocturn: Blue and Silver – Cremorne Lights (1872), de James Whistler, como na fotografia The Bridge, from Marsh Leaves, London (1895), de Peter Emerson. Uma névoa se espalha sobre as paisagens, deixando a água, os elementos das linhas dos horizontes e dos céus com aspecto borroso. Esta mesma abordagem plástica é possível verificar na pintura View of Great Yarmouth, Notfolk exh. (1887-8) e na fotografia Low Water on Breydon (1887), de Peter Emerson e de Thomas Goodall.

Um viés mais gráfico que beira o planar pela grande predominância da superfície da água e uma ampla superfície de céus, separados pela longínqua e fina linha do horizonte que define as construções por silhuetas, foi explorado por James Craig Annan, na fotogravura Venice from the Lido (c. 1894), publicada em 1896 e suas correspondentes paisagens com essas mesmas questões plásticas em gravuras Little Venice (1880), de James Whistler e Venice from de Lido (1896), de David Young Cameron.

As condições atmosféricas com efeitos pictoriais de representações de paisagem noturna, com o brilho de luzes e da rua molhada, aparece em Pall Mall (c.1880), de John Atkinson Grimshaw, que pintou a óleo diretamente sobre uma fotografia. O efeito do brilho de uma rua molhada aparece na fotografia Oxford Streett: A wet Day exh. (1897) que é aproximado, na exposição, à obra de Grimshaw.

Outra fotografia que explora os efeitos noturnos de luzes da cidade e os aspectos de névoas é a fotografia The Old Empire Theatre in Leicester Square, London (1895), de Paul Martin, que é justaposta à pintura A Wet Night at Picadilly Circus (1910) de Arthur Hacker, de fatura completamente e borrosa com pontos de luzes espalhados pela composição. Alvin Langdon Coburn registrou estes mesmos efeitos de luzes noturnas e ruas molhadas, na fotografia Leicester Square (The Old Empire Theatre) (1908), publicada em 1909.

7. Out of the Shadows

Esta última sala da exposição aproxima pinturas a óleo com motivos da cultura japonesa como Three Figures: Pink and Grey (1868-78), de James Whistler com fotografias em autocrome The Japanese Parasol (c.1909), de John Simon Warburg, cujos tratamentos plásticos se assemelham tanto em termos de colorido quanto de faturas borrosas nas figuras humanas e no ambiente.

A pintura Monna Pomona, (1864), de Dante Gabriel Rossetti e a fotografia em autocrome Lady Ottoline Morell (c. 1907), criam diálogos, ao ressaltarem enquadramentos aproximados da figura feminina, ao enfatizarem figurinos elaborados e uso de jóias e composições com os vasos de flores na mesma posição.

Os motivos das Gueixas japonesas aparecem contemplados como na pintura de Two Geishas(1894), de Edward Atkinson Hornel e fotografias de Geisha (c.1890), de um fotógrafo desconhecido. Pintura e fotografia registram motivos da cultura japonesa que estiveram em voga no século XIX.

Há ainda a relação com temas mitológicos explorados pela pintura e fotografia. No óleo Orpheus and Eurídice (1869), George Watts representa o momento que Orfeu segura Eurídice desfalecida em seus braços; Em Ex Umbris (1908), o fotógrafo William A. Stewart, apresenta também uma figura masculina que segura sua amada nua, igualmente desfalecida em seus braços.

A sétima sala se encerra com a pintura de Dante Rossetti, Proserpina (1874), no momento em que segura romã, tendo como modelo Janis Morris. Para dialogar com esta obra, recorre-se à fotografia The Pomegranates (1899), de Zaida Ben-Yusuf que, assim como na pintura, também mostra a modelo em pose semelhante com a fruta na mão, com o corpo alongado e o figurino descendo em curvas. O trabalho da fotógrafa pictorialista Minna Keene, com Decorative Study (c.1906), representa uma mulher segurando uma bandeja com romãs, encerra a exposição.

Zaida Ben-Yusuf, The Odor of Pomegranates 1899, published 1901 Photogravure on paper TATE. Credit: TATE.

6. Life and Landscape

A importância desta exposição, entre outros aspectos, está em preencher lacunas dos livros de História da Arte que, na maioria das vezes, contemplam apenas um tratamento autônomo em relação aos meios, não levando em consideração que muitas pinturas, desenhos e gravuras foram concebidas tendo como premissa o uso de fotografias no processo de criação e que muitas, fotografias são reverberações de referenciais pictóricos. Essa relação que busca o cruzamento entre diferentes meios é fundamental para a compreensão da arte. Os professores que trabalham com a história da arte, devem levar em consideração os diálogos de reverberações entre a fotografia e demais meios da arte. Exemplo dessa construção da história da arte por meio de relações entre fotografia e arte são os livros de Arte y Fotografía(1968), de Aaron Scharf e The Painter and the Photographer: from Delacroix to Warhol(1964), de Van Deren Coke. Nesta forma de abordagem da arte, ainda há muito a ser pesquisado porque, como afirma, Régis Durand (2007, p. 11), em Territoires Partagés, peinture et photographie aujord`hui, essas duas formas de expressão artística produziram “incessantes modificações de territórios, de linguagens, de materiais, de espaços.”³

¹Como não se tem os direitos autorias das imagens das obras presentes na exposição, não se apresentará reproduções das mesmas neste relato sobre a mostra. No link abaixo, pode-se ver algumas obras da exposição: http://www.victorianweb.org/painting/reviews/jacobi.html. O catálogo da exposição pode ser adquirido pela livraria Tate Britain, Londres. As informações sobre esta exposição, são fornecidas pelos textos de Carol Jacobi, Hope Kingsley e Elizabeth Jacklin, no catálogo da exposição e, outras, são resultantes da visita à exposição. Este texto não pretende trazer todas as obras participantes da exposição, mas algumas que possam mostrar as problemáticas elencadas pela curadoria.
²A versão apresentada na exposição foi pintada por Amelie Hill, para criar uma reprodução com metade do tamanho da obra original.
³DURAND, Régis. Territoires Partagés, peinture et photographie aujord`hui. Vence: Skira, 2007.

REFERÊNCIAS
DURAND, Régis. Territoires Partagés, peinture et photographie aujord`hui. Vence: Skira, 2007.
JACOBI, Carol; KINGSLEY, Hope; JACKLIN, Elizabeth. Painting with Light: art and Photography from the Pre-Rafaelites to the modern age. Catálogo da exposição. London: Tate Britain, 11 de maio a 25 de setembro, 2016.

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