Homenageados Prêmio ABCA 2015

 

Antônio Santoro Júnior

Paulistano. Santoro, como é mais conhecido, tem uma trajetória pontual na cidade. Há mais de 40 anos leciona Estética e História da Arte, no Centro Universitário Belas Artes SP, anteriormente Faculdade de Belas Artes SP. Além da dedicação como professor, crítico de arte e museólogo tem muito orgulho quando encontra seus ex-alunos integrando a ABCA e AICA como críticos e se projetando como artistas. Quando lhe perguntam por que decidiu se dedicar ao ensino da arte,  lembra que descende de uma família de circo teatro, onde iniciou desde criança, suas vivências artísticas que,  com certeza, o influenciaram na escolha profissional. Em 2009 foi curador da obra “Gota Sagrada” da escultora Yone D’ Alerige, que ganhou o 1º prêmio (Lourenço de Médici) da 7ª Bienal de Arte Contemporânea de Florença na Itália. Santoro atua ainda como pesquisador, além de elaborar apresentações críticas de artistas e participações em júris artísticos em São Paulo e outras cidades.

Paulo Bonfim

Poeta maior de São Paulo, transcendeu essa condição para atuar também forma brilhante na vida cultural e no jornalismo. Sua contribuição não pode ser esquecida, e esta é a razão da homenagem que a ABCA lhe presta. Em sua jornada, a convivência com artistas e intelectuais desde a infância foi decisiva, e é relembrada em suas crônicas, organizadas por Ana Luiza Martins sob o título de Insólita Metrópole. Nessa obra, em que as memórias do poeta dialogam com uma rica iconografia da paisagem fisica e social da Capital Paulista na primeira metade do século 20,  renascem as cenas familiares, os encontros nos bares, nos clubes, nas livrarias e nas exposições de arte, perpassados de empatia e lirismo. Hoje, decano da Academia Paulista de Letras, continua a fazer semanalmente, na Rádio Cultura, seus “passeios da memória” para deleite de seus amigos e admiradores.

 

Maureen Bisilliat

Maureen Bisilliat.

Raros fotógrafos brasileiros têm a dimensão de Maureen Bisilliat. Multimídia, seu trabalho transcende a fotografia e abrange a vídeo arte, filme e a edição de livros. Autora, desde os anos 1950, de projetos relevantes como os que desenvolveu com o escritor Jorge Amado e que lhe inspiraram para realizar outros trabalhos sobre obras literárias nacionais, Maureen é incansável. Percorreu o sertão de Minas Gerais em busca de imagens que dialogassem com Grande Sertão: Veredas, obra-prima de Guimarães Rosa. Sua objetiva registrou com autoridade imagens de indígenas, sertanejos e gente ribeirinha que, por muitas vezes, deram apoio conceitual à antropologia e a obras da literatura. Sua obra completa está incorporada ao acervo do Instituto Moreira Salles, num total de 16.251 imagens, entre fotografias, negativos em preto e branco e cromos coloridos.

Categoria: Notícias / permalink.