Premiados ABCA 2015

Prêmio Gonzaga Duque (Crítico associado por sua atuação durante o ano)

Enock Sacramento

Enock Sacramento 1

Começou a atuar a partir do final dos anos 1950 como jornalista profissional em Belo Horizonte.  Na década de 1970, trabalhou nos jornais O Estado de S. Paulo,  Jornal da Tarde e Rádio Eldorado.  Participou também de comissões de seleção e premiação de inúmeros salões de arte e apresentou textos críticos em mais de 200 catálogos de exposições de artes visuais.  É autor de 12 publicações sobre arte brasileira, com destaque para a sua pesquisa sobre a obra do artista concretista Luiz Sacilotto.  Participou também de importantes instituições culturais: Fundação José e Paulina Nemirovsky; Conselho de Desenvolvimento Cultural do Estado de São Paulo, e entre outras da Comissão de Averiguação e Avaliação de Projetos Culturais da Prefeitura Municipal de São Paulo.

 

Prêmio Sergio Milliet (Crítico por trabalho de pesquisa publicado)

Annateresa Fabris

Annateresa Fabris_Foto Francisco Emolo Foto: Francisco Emolo.

Pelo livro A fotografia e a crise da Modernidade, editora C/Arte, Belo Horizonte, 2015. Nesta publicação a autora abarca dois grandes temas: “O resgate do efêmero” e “A pintura posta em questão”, o embate entre o uso da fotografia – como meio – para a produção da obra de arte e as implicações entre as diversas tendências  da pop art inglesa e norte americana. O texto é fundamentado em críticas daquele período da passagem da abstração para a figuração, quando o uso da imagem da comunicação em massa – jornais, revistas – teve um papel importante na renovação dos valores plásticos dentro da cultura industrial. Annateresa Fabris é professora titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.Sua trajetória como crítica e historiadora reúne pesquisas sobre fotografia, pintura, Surrealismo e Modernismo.

 

Prêmio Mario Pedrosa (Destinado a artista Contemporâneo)

Marcello Nitsche  

marcelo nietsche

Provocador. A diversidade e a ousadia sinalizam a produção de Marcello Nitsche. Ainda estudante de arte na FAAP, coordenou iniciativas pioneiras como Arte na Praça, na década de 60, momento que propiciou a ida da arte para a rua. Participa de forma significativa da mostra Nova Objetividade, MAM-RJ.  Ganhou visibilidade nas Bienais de São Paulo, onde surpreendeu a todos com o gigantesco inflável Bolha Amarela. Notabilizou-se por intervenções na paisagem de Curitiba e São Paulo. Os anos 80 são marcados pelas Pinceladas, que ganham autonomia e se libertam do suporte da tela. Mereceu recentemente uma mostra retrospectiva no SESC Pompeia. Em 2015 a Tate Modern de Londres organiza a exposição The World Goes Pop, destacando-o entre um dos mais importantes artistas da Pop Art mundial.

 

Prêmio Ciccilo Matarazzo (personalidade atuante no meio artístico)

Danilo Santos de Miranda

Começou a trabalhar no Serviço Social do Comércio (Sesc) de São Paulo em 1963 e, desde 1984, exerce a função de diretor regional da instituição. Formado em Filosofia e Ciências Sociais, realizou estudos complementares de especialização na Pontifícia Universidade Católica e na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e no Management Development Institute, de Lausanne, Suíça. Danilo Miranda atua também como conselheiro em diversas entidades dentre as quais Fundação Itaú Cultural, Fundação Padre Anchieta, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Movimento Nossa São Paulo e como membro da Art for the World, com sede na Suíça. Vem participando como conferencista em eventos nacionais e internacionais e recebeu homenagens como a de Comendador da Ordem Nacional do Mérito do Governo Francês e a Grande Cruz do Governo Alemão.

Prêmio Mario de Andrade (crítico de arte pela trajetória)

Lisbeth Rebollo Gonçalves

Lisbeth Rebollo Gonçalves

Socióloga, dedicada ao estudo da história da arte, ensaísta e crítica de arte, foi, em dois mandatos, presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte e diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP. Professora Titular da Escola de Comunicações e Artes é autora de diversos livros, entre os quais: Aldo Bonadei: Percursos Estéticos. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial, 2012; Entre Cenografias, o Museu e a Exposição de Arte no Século XX, editado pela EDUSP/FAPESP em 2004; Sergio Milliet, Crítico de Arte. São Paulo: PERSPECTIVA, 1992. Organizadora do Congresso Internacional da AICA no Brasil, em 2007, e dos Anais do referido encontro. Colaboradora, como crítica e editora correspondente, da Revista Artnexus. Foi curadora de diversas mostras como as retrospectivas de Rebolo, Aldo Bonadei, Roberto Burle Marx,  e Paris Anos 20Arte e Natureza, entre outras.

 

Prêmio Clarival do Prado Valadares (Artista pela trajetória)

Claudio Tozzi

Claudio TozziImagem: Cecília Bastos

Artista da geração dos anos 1960, começou nas artes, pregando os retratos de Che Guevara que ele mesmo reproduzia nos muros de São Paulo e registrando as manifestações dos estudantes nas ruas contra a ditadura. Nas primeiras obras, Tozzi dialoga com a arte pop. Trabalha com temáticas políticas e urbanas. Em 1967, seu painel Guevara Vivo ou Morto, exposto no Salão de Arte Contemporânea é destruído por um grupo de extrema direita. Obra que o artista fez questão de restaurar anos depois. Tozzi é formado pela FAU/USP, onde atua como professor. No decorrer das últimas cinco décadas, integra arte e arquitetura. Desde a Zebra na Praça da República em 1972 e a Colcha de Retalhos na praça da Sé, em homenagem às artesãs da periferia, dedica-se à arte pública. Vem expondo no Brasil, nos países da América Latina e também nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra.

 

Prêmio Maria Eugênia Franco (curadoria e exposição)

Ana Maria Beluzzo

Na curadoria da exposição Lig-Des Marcelo Nitsche, apresentada no Sesc Pompeia, de 19 de junho a 30 de agosto de 2015, Ana Maria Beluzzo apresenta a trajetória do artista desde a década de 1960.   Ana Beluzzo é professora titular de História da Arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Crítica, pesquisadora e curadora independente, é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte; do Comitê Brasileiro de História da Arte; do comitê de pesquisa do International Center for the Arts of the Americas do Museum of Fine Arts, Houston; do Conselho de Orientação Artística da Pinacoteca do Estado de São Paulo; coordena o comitê brasileiro do projeto “Documents of 20th Century of Latin American and Latino Art”, junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

 

Prêmio Rodrigo Mello Franco (instituição pela programação)

Centro Cultural do Brasil

CCBB_SP  photo Mislene Martins

Os CCBBs estão localizados em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. São espaços multidisciplinares com programação regular nas áreas de artes cênicas, cinema, exposição, ideias (palestras, debates, seminários, etc.), música e programa educativo.  Desde a fundação do primeiro Centro  Cultural no Rio de Janeiro em 1989, o Banco do Brasil posicionou-se como empresa de vanguarda na atuação em cultura. Além da qualidade e da regularidade – valores que garantiram aos CCBBs  o reconhecimento de suas atuações em diversos prêmios, publicações e reportagens – a gratuidade e os preços acessíveis permitem o desempenho crescente de público, configurando os Centros e suas realizações no ranking das principais instituições culturais do mundo. Em  26 anos de atuação, suas unidades receberam mais de 74 milhões de visitantes, com a realização de 3.600 projetos e mais de 12 mil de eventos, consolidando-se como um dos principais centros culturais no cenário brasileiro e internacional.

 

Prêmio Mendes de Almeida (destinado à organização de exposição)

Africa Africans

Africa Africans foto 2

O Museu Afro exibiu, entre 25 de maio a 30 de agosto de 2015, aquela que foi a maior mostra de arte contemporânea já realizada no País. Africa Africansarte contemporânea com uma programação que incluía instalações, pinturas, vídeos, esculturas, moda e encontros com os artistas, foi inaugurada em celebração ao Dia Internacional da ÁfricaA coletiva exibiu cerca de 100 obras, de mais de 20 artistas, em diversos suportes e linguagens, além de outras obras de arte africana, pertencentes ao acervo do museu e à coleção particular de Emanoel Araújo, diretor curatorial do Museu. A mostra esteve centrada na criação de artistas africanos, nascidos e residentes no continente ou fora dele, assim como artistas de origem africana que, mesmo tendo nascido fora da África, dialogam com a pluralidade de experiências estéticas e sociais presente nas diversas regiões do continente.

 

Prêmio Antônio Bento (destinado a veículo de divulgação)

Globo News em Pauta

Programa de televisão produzido pela Globo News tem duração de uma hora. O enfoque principal é a análise dos fatos marcantes que inclui também um roteiro cultural que prioriza as exposições em cartaz na cidade. Apresenta também comentários de jornalistas localizados em São Paulo, Brasília e Nova York. O telejornal é exibido de segunda a sexta-feira das 20h00 às 21h00 com reprise das 01h30 às 02h30. Em cada programa, há três comentaristas — um para cada cidade citada. Em casos especiais, um dos comentaristas pode estar no estúdio junto ao apresentador. Em algumas vezes, são feitas entrevistas no estúdio do Em Pauta abrangendo política, economia e cultura.

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